Polícia
Delegada n�o tem d�vidas sobre culpa
FÁTIMA ALMEIDA Repórter A delegada de Crimes Contra a Criança, Ana Luíza Nogueira, que apura responsabilidades pela morte da menina Mariana Tenório, 9 anos, ocorrida no último sábado, em decorrência do desabamento parcial do palco de um palhoção, no Conjunto Salvador Lyra, começou ontem a ouvir as testemunhas. Ela tem prazo de 30 dias para concluir o inquérito, aberto na segunda-feira. A delegada afirmou que não tem dúvidas sobre a responsabilidade de quem montou o palanque, mas destaca que só o laudo vai indicar se houve negligência, o que indica culpa. ?Nesse caso, a pessoa poderá ser enquadrada por crime de homicídio culposo?. Das seis pessoas convocadas para depor na manhã de ontem, apenas os pais de Mariana, João e Nadja Tenório, compareceram. Eles trouxeram outra testemunha que não estava programada, mas que também foi ouvida pela delegada. O operador Arísio Ribeiro foi a primeira pessoa a suspender a placa de metal que caiu sobre a garota e ainda tentou socorrê-la. ?Ela já estava morrendo?, disse ele. Arísio relatou que jogava bola numa quadra, próximo ao local do acidente, e que tudo aconteceu muito rápido. Faltou parafuso Segundo Arísio, ele já tinha percebido que parte da estrutura do palco estava solta. ?Era para ter quatro bases e só tinha três. Partes que deveriam estar parafusadas, estavam escoradas?. Abalados com a morte da filha, os pais de Mariana não citam nomes, mas consideram que houve irresponsabilidade por parte do dono do palco, a quem apontam como o responsável pela montagem. ?Ele sabia que a estrutura estava solta. Um funcionário que conversou comigo alertou sobre a falta de parafusos?, disse João Tenório. Cristiano Bezerra, proprietário da empresa CBN - contratada para montar a estrutura do palco - será ouvido na próxima semana. Os depoimentos, assim como o laudo pericial, vão fundamentar a conclusão do inquérito.