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Robson Rui vai a j�ri na segunda-feira

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EDNELSON FEITOSA Repórter O policial civil Robson Rui Gomes de Araújo, o ?Robinho?, será julgado na próxima segunda-feira, no processo do assassinato do também policial civil Valter Dias Santana, ocorrido no dia 2 de junho de 2003. Segundo o promotor Márcio Roberto, os outros dois acusados, o policial José Alfredo de Souza Pontes, o ?Alfredinho?, e o ex-militar Josué Teixeira da Silva, o ?Teixeira?, não serão julgados agora, porque recorreram da decisão de pronúncia do juiz Daniel Accioly. É aguardada com expectativa a presença da viúva do policial, a bancária Tânia Lima, que testemunhou contra os policiais Robson Rui e ?Alfredinho?, acusando os dois de envolvimento direto na morte do marido. A bancária é testemunha ocular do homicídio. Ela estava no carro quando o policial foi assassinado. Inclusive, Tânia acabou baleada no atentado. Ela reconheceu também o policial Sinvaldo Feitosa, assassinado dois meses depois numa emboscada no Vergel do Lago, crime atribuído ao policial ?Robinho? e seu grupo. Hoje, Tânia vive fora de Alagoas, por causa de uma série de ameaças, e recebe proteção da Polícia Federal. Testemunho do cunhado Além da viúva, seu irmão Valter Lima é apontado como testemunha importante no processo. Foi ele quem revelou à polícia os motivos que levaram Robson Rui a planejar a morte de seu cunhado. Fatos relacionados com roubo de veículos e crimes de pistolagem investigados pela vítima provocaram sua morte. Após o depoimento, Valter Lima entrou na mira de Robson Rui. No início do ano passado, o carro de Valter foi emboscado por motopistoleiros na frente do condomínio onde morava no bairro do Farol. Um amigo do policial, Flávio Albuquerque, que dirigia o veículo, acabou executado a tiros. O policial civil Robson Rui já esteve processado antes por homicídio. No final da década de 80, ele matou um vendedor de fogos, concorrente de seu pai, no Mercado Público, na Levada. Foi indiciado em inquérito e apesar de ter assassinado a vítima com seis tiros de revólver, terminou sendo absolvido porque os jurados aceitaram a tese de legítima defesa.

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