Polícia
Mortes em pres�dio: diretor dep�e
MARCOS RODRIGUES Repórter A investigação sobre as duas mortes ocorridas no presídio Rubens Quintella, no último dia 11, durante uma rebelião, ainda não saiu do papel. No motim, 14 presos ficaram feridos. O primeiro depoimento está marcado para a quarta-feira (22), às 8h. Será o ouvido o diretor da unidade, Francisco Lima. Até ontem, os armamentos utilizados durante a rebelião dos detentos ainda não haviam sido entregues ao presidente do inquério, delegado Denisson Albuquerque, indicado para investigar o episódio. Segundo o delegado, a entrega do material utilizado é importante para dar início ao interrogatório do diretor da unidade. ?Tive informações da secretaria (setor Demep) que os armamentos já se encontram lá. Porém, ainda aguardo o envio para o Deic, antes da quarta, quando irei ouvir o diretor do presídio?, disse Denisson. Ontem, ele confirmou que vai incluir em sua investigação a revista dos reeducandos ocorrida no dia 4 de junho. ?Recebi a informação do advogado Everaldo Patriota, de que a rebelião do dia 11 teve como um dos possíveis motivos a violência cometida no dia 4. Segundo o que ele me informou, familiares de presos queixaram-se da ação do GAP, que chegou a raspar o cabelo de reeducandos, além de agredi-los?, adiantou o delegado. A apuração dos responsáveis pelas mortes e os 14 feridos também se baseará no resultado da sindicância instaurada a pedido do secretário de Ressocialização, advogado Walter Gama. Denisson Albuquerque confirmou ainda que todos os depoimentos serão acompanhados por representantes do Conselho Estadual de Direitos Humanos.