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R�u vai responder por duplo crime

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Na manhã do dia 16 de maio de 2004, o telefone celular de Marcella Lagrotta tocou mais uma vez. Novamente era Gerson Lopes de Albuquerque Júnior querendo encontrá-la. Márcio Edsandro tomou o telefone de Marcella e discutiu com Gerson, desligando o telefone. Márcio ligou várias vezes até que Gerson atendeu o telefone. Marcaram um encontro no posto Stella Maris, à beira-mar. A morte estava próxima. ?A declarante pediu ?por tudo? para Márcio não ir, pois sabia que Gerson andava armado e poderia fazer algo com ele?, descreve o depoimento. Márcio não escutou e Marcella decidiu acompanhar o estudante até o posto, tentando dissuadi-lo do encontro. Já no posto, Márcio ligou para Gerson. ?Ele disse que estava chegando?, contou Marcella Lagrotta no depoimento. Cinco minutos depois, cerca de 6 horas da manhã, Gerson chegou ao posto num Ômega preto, placa MUR-1115, saiu do carro já armado e não chegou a discutir: deu cinco tiros com um revólver 38, matando na hora o estudante. Ainda segundo o depoimento, Gerson deu marcha à ré no carro, bateu em um canteiro do posto e saiu em alta velocidade. No dia 18 de maio, Gerson Lopes se entregou à polícia, foi ouvido e depois, solto. Gerson Lopes foi indiciado por homicídio qualificado e porte e uso ilegal de arma. Apesar do crime, segundo a polícia, como Gerson se apresentou à polícia após o prazo do flagrante (24h) e confessou o assassinato, o agropecuarista foi liberado. A atitude do delegado do caso, Dalmo Lopes, em liberar Gerson Júnior, gerou mal-estar na cúpula da segurança pública e o diretor do Departamento de Polícia Civil, Roberto Lisboa, exigiu a prisão temporária do acusado. Lisboa baseou sua decisão no fato de Gerson Lopes de Albuquerque Júnior ter um histórico de processos. Na época, o crime gerou repercussão por causa da filiação de Gerson Lopes de Albuquerque Júnior. Ele é filho do fazendeiro Gerson Lopes de Albuquerque, dono de três fazendas no interior alagoano: a Meirim (em Joaquim Gomes), a Boa Sorte (em Atalaia) e a São Salvador (em Rio Largo). A família tem também, entre seus integrantes, políticos de influência em Atalaia, inclusive o ex-prefeito do município, José Lopes de Albuquerque, tio de Gerson Lopes de Albuquerque Júnior. |CS e OR

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