Polícia
Sargento da Marinha � morto em bar
EDNELSON FEITOSA Repórter O sargento da reserva da Marinha Benedito Siqueira Rocha, 59, foi executado com quatro tiros de revólver 38, na noite da última quarta-feira, no Churrasquinho do Gaúcho, no Conjunto Medeiros Neto, no Tabuleiro do Martins. O crime foi praticado, na presença de quase uma dezena de testemunhas que bebia no local, por um homem moreno, trajando bermuda e boné. O acusado aparentava estar drogado, o que teria chamado a atenção, mas não teria causado receio por parte da vítima. Foi assim que ele se aproximou o suficiente do militar para lhe dizer: ?Eu vim lhe matar?; e efetuar os disparos, quase à queima-roupa. Apesar do autor do homicídio haver fugido numa bicicleta, a polícia não descarta ter sido um crime de pistolagem. ?Minha primeira providência, após abrir a portaria do inquérito é ouvir um irmão dele que mora em Marechal Deodoro, o único parente que conseguimos descobrir e que reside em Alagoas?, declarou o delegado do 5º Distrito, Cícero Alves Rocha, encarregado de presidir as investigações. Segundo a polícia, faz um mês que Benedito se separou da esposa, com quem teria um relacionamento complicado, levando a mulher a retornar para o Rio de Janeiro. Desde então, o sargento reformado passou a namorar com uma jovem, identificada como Cleonice, que conheceu no município de Rio Largo. Hoje, ela reside no Loteamento Santa Lúcia, no Tabuleiro do Martins. Na manhã de ontem, um grupo de pessoas que se identificou como parentes da vítima e reclamou a liberação do corpo no Instituto Médico Legal Estácio de Lima (IML), afirmou não saber a quem atribuir o crime. Questionados se o sargento poderia ter sido vítima de uma tentativa frustrada de latrocínio, eles declararam que não queriam falar a respeito do assunto. bebendo com o amigo O sargento Benedito estava bebendo com o amigo e vizinho Alberto Carlos Barbosa da Costa, no Churrasquinho do Gaúcho, quando foi abordado e executado com quatro tiros por um rapaz que fugiu de bicicleta. Também assistiu ao crime, o proprietário do estabelecimento, Cândido Noberto de Assunção. Nos levantamentos preliminares, realizados por policiais da Delegacia do 5º Distrito, em nenhum momento, as testemunhas falaram em tentativa de assalto, versão que surgiu no IML de Maceió ontem pela manhã. Elas também não relataram um possível desentendimento entre a vítima e o agressor pouco antes do homicídio, fato que chegou a ser comentado no local do crime.