Polícia
Fazendeiro � preso por crime ambiental
MAIKEL MARQUES Repórter Arapiraca - A Polícia Civil apreendeu em Batalha e Belo Monte três caminhões que transportavam aproximadamente 30 metros cúbicos de caatinga. A madeira tinha sido retirada de forma clandestina em fazendas nos municípios de Batalha e Belo Monte. Os motoristas Henrique Ferreira dos Santos, José Francisco Ferreira dos Santos e Elmir Fiel da Silva foram multados porque não tinham autorização do Ibama para o transporte da carga. A polícia prendeu ainda o fazendeiro José Antônio da Silva, proprietário de área devastada em Belo Monte. A ação foi desencadeada pela Polícia Civil de Batalha na madrugada da última quinta-feira, quando foram presos os dois primeiros caminhões com 20 toneladas de madeira clandestina. Eles circulavam pela estrada de acesso a Belo Monte rumo à Batalha. Os veículos eram conduzidos pelos irmãos Henrique e José Francisco Ferreira. Informados da apreensão, os fiscais do Ibama estiveram na cidade ontem pela manhã para lavrar o auto de infração. ?Recolheram a madeira em Belo Monte. Um dos irmãos recebeu multa de R$ 2 mil?, disse o delegado regional Eulálio Rodrigues, responsável pela operação. Na tarde de quinta, os policiais apreenderam o terceiro caminhão no povoado Funil, zona rural de Batalha. O motorista Elmir Fiel da Silva foi autuado em flagrante e multado em R$ 3 mil. Ontem, os três motoristas foram liberados após pagar fiança. Dos três caminhões, dois foram levados para o Ibama, em Maceió. O terceiro permanece na Delegacia Regional de Batalha. A polícia também apreendeu, ontem de madrugada, um caminhão com madeira clandestina numa fazenda em São Miguel dos Campos. ### Madeira serve para alimentar fornos à lenha Fiscais do Ibama fizeram a vistoria, ontem à tarde, da área devastada na zona rural de Belo Monte. Na terça-feira, eles vistoriam a área devastada em Batalha. ?Autuamos os transportadores da madeira e precisamos identificar os proprietários das áreas devastadas?, explica Eduardo Toledo, chefe da fiscalização do Ibama em Alagoas. O valor da multa imposta aos devastadores dependerá do tamanho da área devastada. Duas equipes de fiscais do Ibama em ação conjunta com o Batalhão Ambiental da Polícia Militar fiscalizam o comércio de madeira em todo o Estado. Alerta A Gazeta publicou matéria no dia 12 deste mês mostrando que a deficiência na fiscalização facilitava a exploração e conseqüente comercialização de caatinga por empresários de cidades como Arapiraca, Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios e Delmiro Gouveia. A madeira clandestina geralmente alimenta os fornos de padarias e pizzarias no agreste e sertão alagoanos. Pequenos agricultores sem condições de comprar o botijão de gás também utilizam a caatinga para o cozimento de alimentos. O comércio clandestino que acentua a devastação da caatinga ganhou força depois da desativação do posto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em Arapiraca. Criado em 1991, o posto ?morreu? uma década depois, em 2001.|MM