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PF incinera 2,7 toneladas de maconha

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EDNELSON FEITOSA Repórter A Polícia Federal incinerou, ontem, 2,7 toneladas de maconha e três quilos de cocaína nos fornos da Usina Sumaúma, em Marechal Deodoro, resultado de operações desenvolvidas nos últimos 12 meses. A PF de Alagoas realizou um trabalho recorde este ano no Nordeste, o dobro da maconha apreendida e incinerada nos Estados de Pernambuco (1,5 tonelada) e Bahia (1,3 tonelada). Segundo o delegado André Santos Costa, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, o recorde é resultado também de uma operação ocorrida no último dia 21 de maio, quando o traficante Geolandias da Silva foi preso. Com ele, a PF apreendeu pouco mais de uma tonelada e meia de maconha. A droga estava enterrada na casa do traficante no Conjunto Pouso da Garça, no Tabuleiro do Martins, e numa propriedade do acusado no município pernambucano de Lajedo. ?Era o principal fornecedor de drogas da periferia de Maceió?, disse o delegado da PF. André Costa destacou outras duas apreensões importantes; a que resultou na prisão de Roberto Nascimento, que repassava maconha em portas de colégios, e de José Cassiano, que foi preso pela PF e conseguiu fugir do presídio. O delegado revelou que em 2003 e 2004 as incinerações não passaram de meia tonelada de maconha e quantidades insignificantes de cocaína. Ele esclareceu que para o sucesso do trabalho a PF conta com total apoio de magistrados, do Ministério Público e da Polícia Militar. Dos 32 presos pela PF, acusados de tráfico, a maioria já está condenada, cumprindo pena no sistema prisional do Estado. Escolta O transporte das 2,7 toneladas de maconha do prédio sede da PF, em Maceió, para os fornos da Usina Sumaúma, em Marechal Deodoro, foi feito sob escolta de viaturas ostensivas com homens, fortemente armados. O propósito era evitar que tanta maconha, avaliada em quase R$ 1,5 milhão, voltasse às mãos dos traficantes. O comboio deixou o local por volta das 8 horas e chamava a atenção das pessoas por onde passava. A incineração começou por volta das 9h30. O juiz de Direito, José Braga Neto, da 9ª Vara da Capital, acompanhou o trabalho de destruição da droga. ?O trabalho da PF reduz o tráfico e assim diminui o número de jovens aliciados e viciados. Espero que o trabalho de repressão continue, pois conta com todo apoio do Judiciário?, declarou o magistrado. O juiz Maurício César Breda, da Comarca de Penedo, elogiou o trabalho intensivo realizado pela Polícia Federal no Estado. Ele tinha especial interesse em ver a incineração da maconha, visto que Penedo é rota do tráfico para o Nordeste. ?Em trabalho assim evita que circule toda essa quantidade de maconha. Eles perdem as drogas e os bens. Sem dinheiro, acaba o ?trabalho? deles?, comentou o juiz. O delegado André Costa afirmou que a maior parte da maconha incinerada, ontem, veio do Paraguai, passando por São Paulo. No entanto, um fato preocupa as autoridades da PF no Estado, a localização de plantações da droga no município alagoano de Mata Grande, pois é prova de que os traficantes estão tentando voltar a plantar na região nordestina.

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