Polícia
Motorista sem carteira atropela quatro
EDNELSON FEITOSA FELIPE FARIAS Repórteres Em aparente estado de embriaguez, o motorista Gabriel Lopes da Silva, 26, atropelou quatro pessoas num trecho da Rua Virgílio Guedes, antiga Rua dos Timbiras, em Ponta Grossa, quando voltava de um palhoção. Gabriel dirigia seu veículo Fiat Tipo, placa MUR 3040/AL, quando provocou o acidente, por volta das 4h30 de ontem. Os moradores da rua tentaram linchá-lo, mas ele foi salvo por uma guarnição da Polícia Militar. Gabriel foi recolhido a uma cela do Centro Integrado de Atendimento Policial ao Cidadão (Ciapc I), na Gruta, mas segundo o delegado responsável pelo flagrante, Edésio Costa, que estava de plantão na manhã de ontem, ele deveria ser levado para a Delegacia de Acidentes, a unidade responsável pela apuração do caso. As vítimas foram identificadas como Elane dos Santos, 16, José Cláudio da Silva, 22, Cristiane dos Santos Bezerra, 15, e Débora Ferreira, a que ficou em situação mais grave. Os demais foram medicados e liberados. Também saiu ferido José Albes Souza Júnior, 29, que se encontrava no veículo, que ainda derrubou parte do muro de uma casa e uma árvore. Sem carteira Apesar de as vítimas alegarem que Gabriel estava bêbado, a polícia não conseguiu provar seu estado de embriaguez, visto que ele se recusou a fazer o exame de bafômetro. Ele também não apresentou documento de habilitação. O acusado foi autuado pelo delegado Edésio Costa, na Delegacia de Plantão I, no Farol. Segundo testemunhas, o carro estava em alta velocidade quando passava pela Rua Virgílio Guedes, de acordo com o delegado, muito possivelmente vindo de um arraial junino montado numa praça da região. ?A pessoa que passa a noite toda numa festa junina deve ter bebido; o que é reforçado pelo fato de ele ter se recusado a fazer o teste do bafômetro e pelo estado que apresentava?, disse o delegado. De acordo com o militar, a unidade foi acionada pelo comando de operações por causa do tumulto que o acidente provocou e da ameaça de linchamento do próprio motorista. Gabriel chegou à delegacia de plantão com um curativo no nariz, por causa de um ferimento provocado pelo acidente e com as roupas manchadas de sangue. O acusado não quis dar entrevistas, mas as pessoas que estavam com ele alegaram que não fugiu do local, o que pode ser usado como atenuante a seu favor.