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Rodolfo dep�e sobre morte e fica preso

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CARLA SERQUEIRA Repórter Rodolfo Amaral (18), o jovem que atirou em Davi Hora (18), na madrugada do último dia 23, apresentou-se à polícia ontem, às 17 horas, no Departamento de Polícia do Interior (Depin), no Farol, de onde saiu na condição de preso. O acusado chegou no Depin acompanhado do pai, o empresário Raimundo Câmara Amaral; do irmão, George Amaral; e do advogado, Raimundo Palmeira. ?Não foi só ele [Davi] que morreu, mas um pedaço de mim também foi embora?, disse, afirmando estar arrependido e que não teve intenção de ferir o amigo. ?Para quem é pai, o sofrimento é muito grande?, desabafou Raimundo Amaral, com a voz embargada. Segundo o advogado, Rodolfo estava fora de Maceió e foi depor sob o efeito de tranqüilizantes. 81 dias na prisão Um dia após a morte de Davi, a juíza Nirvana Mello decretou a prisão preventiva de Rodolfo. O jovem pode ficar 81 dias preso na Delegacia Regional de São Miguel dos Campos, até o julgamento. Davi Hora morreu depois de levar um tiro no rosto, no dia 23, quando voltava de uma festa em São Miguel dos Campos. O delegado Antônio Carlos de Azevedo Lessa, que preside o inquérito, está investigando se o tiro foi mesmo acidental, como afirma o acusado. De acordo com o depoimento de Rodolfo Amaral, o disparo aconteceu quando Davi Hora também pegava na arma. ?Eles ficaram, sem discussão, disputando a arma dentro do carro, quando se ouviu o disparo que atingiu Davi na cabeça?, contou Raimundo Palmeira, afirmando que, neste momento, inclusive, os dois estavam rindo. Já as testemunhas, Petrúcio Soares Filho e Felipe Rocha - que não estavam dentro do carro no momento do disparo, segundo o acusado - confirmaram que Rodolfo foi o autor do disparo fatal. A arma Por ter sofrido uma vez assalto e ser o responsável pelos depósitos bancários da empresa do pai, Rodolfo Amaral resolveu comprar uma arma. Segundo o seu advogado, o jovem adquiriu uma pistola automática calibre 22 há cerca de 25 dias, no Centro de Maceió. Na noite do dia 22, quando partiu para São Miguel dos Campos na companhia de dois amigos, além de Davi Hora, Rodolfo levou a pistola. ?No caminho, Rodolfo pegou a arma e atirou para cima. Davi também quis atirar?, contou Raimundo Palmeira, ?mas quando pegou na pistola, ela travou e optaram por guardá-la embaixo do tapete do veículo?, disse. O carro que Rodolfo dirigia era de propriedade da família de Davi. Rodolfo foi conduzido porque era o único habilitado, afirmaram as testemunhas. Quando chegaram nos festejos juninos de São Miguel, Rodolfo, ainda no carro, conseguiu destravar a pistola e, segundo sua versão, teria tirado o pente de balas. ?Mas, nestas pistolas automáticas, mesmo tirando o pente, uma bala sempre fica na agulha?, explicou Palmeira. Depois que Davi foi baleado, a arma foi jogada no Rio São Miguel, que passa pela cidade. Até agora, a pistola não foi encontrada pela polícia. O advogado Raimundo Palmeira acredita que o laudo do Instituto Médico Legal (IML) detalhará a trajetória da bala que atingiu o lado esquerdo de Davi Hora, causando sua morte. ?O exame vai comprovar que a bala veio de baixo para cima e não foi apontada para a vítima?, diz ele. Para tentar tirar Rodolfo Amaral da cadeia, Palmeira vai entrar com uma ação na Justiça, pedindo a reconsideração de sua prisão, alegando que o acusado procurou a delegacia no mesmo dia em que feriu o amigo. Segundo ele, o vigilante da delegacia vai servir como prova.

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