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Pol�cia indicia empres�rio que fez montagem do palco

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FELIPE FARIAS Repórter O empresário Cristiano Bezerra do Nascimento foi indiciado por homicídio culposo pela morte de Mariana Tenório, 9 anos, atingida por uma placa de madeira e metal com mais de 100 quilos, que se desprendeu da estrutura de um palco, montado ao lado de um palhoção, pela empresa dele, no último dia 11 de junho. Segundo a delegada de Crimes Contra a Criança, Ana Luíza Nogueira, o indiciamento foi motivado pelo laudo da perícia no local do acidente, realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) e que lhe foi entregue ontem. ?O que estávamos esperando para uma decisão era ter a prova material. E o laudo confirmou que houve negligência, como ausência de um isolamento da obra - como foi denunciado pelos familiares?, disse a delegada. Na próxima segunda-feira, Cristiano deverá ser ouvido novamente, mas já na condição de indiciado. Nesta sexta-feira, também prestaram depoimento os três operários que trabalharam na montagem do palco em que houve o acidente. Everton Lima de Andrade, Castro Estéfano Lima dos Santos e Altamir Abílio da Silva responsabilizaram igualmente o empresário Cristiano Bezerra pela decisão de deixar de pé, mesmo sem estar afixada, a estrutura de madeira e metal que caiu sobre a menina. Segundo a delegada, um deles chegou a afirmar que advertiu Cristiano sobre o risco de a placa vir a cair, machucando alguém que passasse. Mesmo assim, o empresário mandou deixar a placa encostada, ainda que não estivesse presa ao restante do palco, porque faltavam parafusos. Advertência Os operários foram ouvidos por terem sido citados no depoimento do também empresário Lucimário José da Silva, dono do palco em que ocorreu o acidente. Em depoimento, ele disse que alugou a estrutura e passou a Cristiano a responsabilidade pela montagem. Os operários disseram trabalhar na montagem da estrutura havia mais de um ano e meio, tendo feito cerca de uma centena de operações para montar e desmontar. Segundo eles, a advertência incluiu o alerta de que a estrutura poderia cair, por não estar afixada com parafusos. Eles lembraram que, nesses casos, o comum é deixar as placas deitadas no chão. ?Mas, como a gente ia voltar no dia seguinte para terminar a montagem, ele mandou deixar a placa de pé?, relatou um dos montadores. Mariana brincava com mais três amigas em cima do palco. A bola caiu e ela se ofereceu para buscar. Quando estava embaixo da estrutura, a placa desabou e atingiu fatalmente a cabeça e a coluna da garota.

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