Polícia
Guardas n�o tinham ordens para invadir
O chefe de disciplina Givanildo Soares de Siqueira que estava de serviço no Presídio Rubens Quintella, no último dia 11 de junho, garantiu em depoimento ao delegado Denisson Albuquerque que não deu ordens para os guardas invadirem o prédio e, muito menos, atirar em presos. Ele prestou depoimento ontem na Delegacia do Deic e confirmou que a falta d?água por quase cinco dias provocou a rebelião. O delegado informou que já surgiram os primeiros guardas suspeitos, mas que os nomes serão mantidos em sigilo. Givanildo afirmou que logo após o racha (jogo) do domingo, os presos queriam tomar banho e exigiram água. Como a bomba estava com defeito, eles invadiram o raio inferior e começaram a quebrar tudo e tocar fogo. ?Liguei a sirene e pedi apoio?, afirmou, ressaltando ter ido atender detentos que chamavam na enfermaria, de onde ouviu os tiros. Ele advertiu que quando voltou, dois presos estavam mortos e 11 feridos. No local, havia guardas de todos os presídios.|EF