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Filho de ex-vereador deve ser indiciado

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IVAN NUNES Repórter Murici - O presidente do inquérito policial que apura a morte da adolescente Juliana Cassiano da Silva, 16, assassinada no dia 10 de abril deste ano, o delegado Élvio Brasil, deve requerer hoje à juíza Aída Antunes a prisão preventiva do estudante Fausto Cardoso Batista Neto, o ?Faustinho?. A Gazeta apurou que o delegado havia reunido provas que incriminam o estudante. Segundo fontes, na noite do crime, Faustinho teria atraído Juliana Cassiano para um local a esmo e depois mantido relações sexuais com ela e a espancado até provocar-lhe o desmaio. Essa briga teria ocorrido nas terras do pai do acusado, o ex-vereador Fausto Cardoso. Desacordada, Juliana Cassiano teria sido levada para uma localidade conhecida como Siridó, onde teria sido jogada dentro do Rio Mundaú. O corpo da estudante foi achado por populares boiando nas águas do rio que margeia a cidade de Murici, já em adiantado estado de decomposição, dificultando a execução do laudo do Instituto Médico Legal, que não conseguiu provar se houve estupro, conforme suspeitas levantadas pela família da vítima. A Gazeta tentou contato com o delegado Élvio Brasil, mas o seu celular sinalizava estar fora da área de serviço, e em Murici, onde ele responde pelo comando da delegacia, depois de ter substituído o delegado Robson Coutinho, ninguém atendeu as chamadas. No entanto, informações dão conta de que o delegado Élvio Brasil estará às 10 horas de hoje entregando o inquérito policial à juíza Aída Antunes, juntamente com o pedido de prisão preventiva do acusado. A entrega do inquérito deve acontecer no Fórum da cidade, onde pode haver nova manifestação, já que no período das investigações policiais, estudantes, populares e familiares de Juliana Cassiano realizaram várias passeatas exigindo justiça para o caso que hoje deve ser dado como encerrado para o presidente do inquérito policial, o delegado Élvio Brasil. ### Mistério envolve morte de jovem em Murici Juliana Cassiano desapareceu no dia 10 de abril e seu corpo só foi encontrado três dias depois, no Rio Mundaú. Desde então, a família realizou várias passeatas pedindo Justiça. Na última noite em que foi vista com vida, Juliana bebia no ?bar do Tonho?, a cerca de 500 metros de sua casa, junto com a amiga Rita de Cássia, Fausto Cardoso, o ?Faustinho? e outros amigos. Por volta das 23h, resolveu ir embora. Segundo testemunhas, Rita a acompanhou até a vila onde morava e depois retornou para o bar. Juliana disse que ia tomar banho. Com uma toalha no ombro e saboneteira na mão, dirigiu-se para o banheiro comunitário. Sem gritos, desapareceu sem deixar pistas para a polícia. CS

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