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Guardas v�o ser indiciados em inqu�rito

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EDNELSON FEITOSA Repórter O delegado Denisson Albuquerque afirmou, ontem, que agentes penitenciários serão indiciados em inquérito pelo assassinato dos dois detentos durante rebelião, no último dia 11 de junho, no Presídio Rubens Quintella. Ele informou que entre 15 e 20 guardas participaram da ação, que resultou em outros 14 presidiários feridos. Cinco suspeitos já foram identificados, dois deles serão ouvidos hoje no cartório da Delegacia de Investigações e Capturas (Deic). Ele solicitou ao Instituto de Criminalística (IC) que realize perícia no local do confronto para saber se os acusados dispararam para cima ou para baixo como revelaram em sindicância interna ou atiraram para matar, fato que pode complicar todo grupo que invadiu o prédio para tentar conter os detentos amotinados, no momento em que quebravam objetos e tocavam fogo em celas do raio inferior. É que já havia um clima de desentendimento entre presos e guardas, desde o último dia 4 de junho, quando cerca de 20 presidiários denunciaram torturas e maus-tratos à Comissão de Direitos Humanos na OAB, ocorridas durante uma revista. Corpo de delitO O delegado Denisson Albuquerque pretendia que os 14 detentos feridos na rebelião de 11 de junho fossem submetidos a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, na manhã de ontem, o que não foi possível porque a prometida escolta do Tigre, grupo de operações especiais da Polícia Civil, não apareceu. Após telefonar para o Tigre, o delegado decidiu restringir o trabalho de ontem a apenas uma observação no local e conversas com detentos. Ele recolheu cápsulas deflagradas (pistola 380) que se encontravam em poder dos presos, demonstrando que os agentes usaram, inclusive, armas curtas, provavelmente particulares para conter a rebelião. O advogado Everaldo Patriota, da Comissão de Direitos Humanos da OAB, informou que o exame que deveria ter sido feito logo após o conflito no Presídio Rubens Quintella, para esclarecer detalhes do ocorrido, não foi feito até hoje. ?O IML informou não ter condições de fazer o raio X nas vítimas; então a direção do presídio conseguiu que fosse realizado num hospital particular e encaminhado ao Estácio de Lima. Sem o laudo não se pode dizer como as vítimas foram feridas, nem afirmar que os detentos foram mortos a tiros ou golpes de espeto?, argumentou ele. Hoje pela manhã, os guardas ?Claudemilson? e ?Gemoal? citados em depoimento pela testemunha Givanildo Soares da Silva como sendo dois dos cerca de quinze que se encontravam dentro do prédio no momento do confronto serão ouvidos pelo delegado Denisson. Amanhã, um terceiro agente prestará depoimento no cartório do Deic.

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