Polícia
Guarda de pres�dio confessa que atirou
EDNELSON FEITOSA Repórter O guarda de presídio Claudemilson Pereira Costa confessou ter atirado durante a rebelião de presos do último dia 11 de junho no Presídio Rubens Quintella. Segundo ele, efetuou disparos para cima, pois não era preciso atirar para matar, visto que os detentos estavam recuando e voltando para a cela. Ele foi ouvido, na manhã de ontem, pelo delegado de Investigações e Capturas, Denisson Albuquerque. Claudemilson revelou ter entrado na área do presídio para evitar que os presos fugissem pela cozinha. Ele negou ter aberto os portões para os agentes penitenciários, inclusive de outros presídios, invadirem o local. Ressaltou que no dia da rebelião era o subchefe de disciplina e precisava impedir as fugas. Após controlar a situação na parte da cozinha, o guarda declarou ter se dirigido para o campo de futebol, onde a situação estava complicada, pois os detentos do raio inferior, os mais perigosos, queriam invadir o raio superior. Como eles estavam armados de facas artesanais e espetos, fatalmente haveria um ou mais assassinatos, caso alcançassem o objetivo. Tiros e confusão Claudemilson Pereira Costa admitiu que era preciso atirar para controlar a situação, porém ?não precisava atirar para matar, pois eles estavam recuando e voltando para as celas quando foram feridos à bala?. No campo, segundo ele, havia entre 15 a 20 agentes. A maioria efetuou disparos de armas de fogo, não sabendo precisar quem atirou na direção dos presos rebelados. ?Eu mesmo atirei para cima?, garantiu ele. No confronto dois detentos morreram e outros 14 ficaram feridos à bala. ?Quando o tiroteio acabou, nós começamos a socorrer os feridos?, destacou ele. O depoimento do agente penitenciário foi considerado importante, pois ajudou a esclarecer detalhes do que ocorreu durante a rebelião; bem como no episódio do dia 4 de junho, quando os presos declamam de maus-tratos durante uma revista. Também foi ouvido ontem o guarda Jemuel Cirilo da Silva, que disse ter ficado do lado de fora e não saber como ocorreu a confusão. Hoje, os agentes Jailton e Márcio serão ouvidos pelo delegado Denisson Albuquerque.