Polícia
Amigo dep�e e confirma que tiro n�o foi acidental
REGINA CARVALHO Repórter Na reta final para conclusão do inquérito que apura a morte do estudante Davi Hora Barros Omena, 18 anos, ocorrida na madrugada do dia 23 de junho, o delegado regional de São Miguel dos Campos, Antônio Carlos de Azevedo Lessa, ouviu ontem a última testemunha do caso: Leonardo Brasileiro, de 18 anos. O estudante prestou depoimento no Departamento de Polícia do Interior (Depin) e confirmou a tese investigada pela polícia de que o tiro não foi acidental, versão alegada por Rodolfo Soares Amaral, acusado de matar o amigo Davi. Leonardo, que foi no mesmo veículo com Davi e Rodolfo Amaral para São Miguel dos Campos, reforçou o depoimento dos demais jovens que estavam no momento do crime. Ele estava acompanhado da mãe e do advogado Petrúcio Soares e não quis falar com a imprensa. ?O depoimento dele serviu para complementar e reforçar a conclusão do inquérito?, destacou o delegado. Durante o inquérito, Antônio Carlos de Azevedo Lessa ouviu cinco testemunhas além do acusado de matar Davi, Rodolfo Amaral. Rodolfo é filho do empresário Raimundo Câmara Amaral e está recolhido na Delegacia Regional de São Miguel dos Campos à disposição da Justiça. O delegado espera o resultado da perícia realizada no veículo onde foram encontrados dois projéteis da arma do crime, que foi recolhida por Leonardo e jogada no Rio São Miguel pelo menor F.A.T., de 16 anos, amigo de Rodolfo e Davi. ?Ele jogou a arma no rio porque ficou com medo quando viu o carro da polícia se aproximar?, alegou o advogado Petrúcio Soares. O delegado concorda com a tese levantada pelo advogado e acredita que o estudante realmente jogou a arma do crime, uma pistola semi-automática calibre 22, porque ficou assustado. O advogado, que é pai de P.S.F., de 16 anos, e que presenciou o momento em que o tiro foi deflagrado por Rodolfo, declarou que o filho está passando por tratamento psicólogico para superar o trauma. ?A situação ainda é muito delicada. Meu filho e os demais garotos que presenciaram o crime ainda estão chocados?, acrescentou Soares. O delegado destacou que Rodolfo entrou em contradição no depoimento quando afirmou que Davi também havia pego na arma. A versão foi desmentida pelas testemunhas que informaram à polícia que não houve disputa pela arma, mas sim uma discussão sobre quem deveria dirigir o carro?, informou Lessa. De acordo com ele, depois de pressionado, Davi concordou em dar o veículo para Rodolfo dirigir e avisou que se ele e os demais amigos morressem, voltaria para buscar o acusado. Nesse momento Rodolfo puxou a arma que estava debaixo do tapete do carro e deflagrou o tiro fatal que atingiu o rosto da vítima. O Corpo de Bombeiros (CB) até agora não encontrou a arma do crime. ?Vou solicitar que as buscas continuem?, acrescentou o delegado. Ele confirmou que até amanhã conclui o inquérito. Sobre a arma do crime, Antonio Carlos destacou que ela foi comprada por Rodolfo.