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Per�cia come�a com atraso de 30 dias

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Ednelson Feitosa Repórter Passados 30 dias do confronto entre agentes penitenciários e detentos do presídio Rubens Quintella, que resultou na morte de dois presos e ferimentos em outros 14, somente ontem os peritos do Instituto de Criminalística (IC) examinaram o local. Muitos dos vestígios do conflito foram apagados, mas os peritos ainda puderam observar marcas dos tiros disparados pelos guardas e poderão esclarecer se os servidores da Secretaria de Ressocialização dispararam para cima, como eles garantiram em declarações à polícia, ou atiraram para matar. O IC tem dez dias para divulgar o laudo da perícia realizada na manhã de ontem. Os peritos também examinaram os estragos causados pela rebelião dos presos. Paredes queimadas, grades retorcidas e buracos nas paredes. Havia inclusive um túnel numa das celas, que precisou ser fechado pelo Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe). O delegado Denisson Albuquerque (Deic) afirmou que a prova técnica vai revelar quem está mentindo. ?Os buracos das balas continuam nas paredes em volta do campo, onde o confronto começou e um dos detentos acabou morto a tiros. Ele recebeu, mas não divulgou, o resultado dos laudos cadavéricos das duas vítimas fatais da rebelião. Pelo que se informou no IML, pelo menos um dos detentos morreu baleado. O outro detento morreu dentro do raio e foi queimado pelos companheiros. O cadáver só foi retirado do prédio quando a rebelião terminou. Segundo Denisson, os peritos fizeram o exame também do patrimônio destruído; bem como, de onde eles retiraram ferragem para fazer armas, pois os guardas afirmaram que muitos dos presos foram feridos a golpes de espeto. Ele quer saber quantos dos 14 foram feridos pelos companheiros ou baleados pelos guardas. Pouco antes da chegada dos peritos, o diretor do Desipe, coronel Cícero Tavares, criticou o representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Everaldo Patriota, chegando a afirmar que ele estava tentando ?derrubar? o secretário de Ressocialização, Valter Gama. Patriota rebateu as críticas e declarou que sempre esteve disposto a colaborar com os dirigentes do sistema carcerário do Estado. O delegado Denisson deve retomar os depoimentos dos guardas, ainda esta semana. Ele considera que de posse dos primeiros laudos vai poder conduzir as investigações e chegar aos responsáveis.

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