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Delegado dep�e sobre ve�culo clonado

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Marcos Rodrigues Repórter A cúpula da Secretaria de Defesa Social (SDS) vai acompanhar, hoje, o depoimento do delegado Gilberto Luiz de França, citado como intermediador da venda de um carro clonado em Arapiraca. A informação consta do inquérito instaurado pela delegada Elizabeth Sampaio, que solicitou o acompanhamento da secretaria. Na avaliação da delegada, os esclarecimentos que serão prestados pelo delegado Gilberto interessam a todos. ?O pedido para que a cúpula acompanhasse deve-se estritamente ao interesse no esclarecimento do caso, já que o delegado foi citado?, alertou a delegada, afastando qualquer posição pessoal para a convocação. O delegado Gilberto foi apontado por Fábio Canuto, filho do empresário José Cícero Marques da Silva, o Ciço da Pitu, de Arapiraca, como sendo a pessoa que indicou a compra do veículo Golf MVG 8559. Na terça-feira, o Ciço da Pitu confirmou a transação. O carro foi apreendido durante uma operação policial em Arapiraca, cidade onde o delegado Gilberto já atuou. Ontem, ele voltou a confirmar sua ligação com o empresário José Cícero, mas negou qualquer envolvimento com carros clonados ou roubados. ?Minha atuação na cidade sempre foi para coibir o roubo de cargas. Sou um delegado operacional, que conseguiu combater o roubo de bancos e o tráfico?, destacou Gilberto França, que tem 17 anos de polícia. À Gazeta o delegado voltou a confirmar que apresentou o vendedor Willams Pereira, o Meia, ao empresário Ciço da Pitu, a quem se refere como amigo. ?Todo o processo de venda foi feito pelo Meia. E tudo foi checado, inclusive, no Detran. É isso que vou detalhar em meu depoimento?, disse Gilberto França. Assassinato Ele também será ouvido pelo delegado Josias de Lima sobre a morte do motorista de Van, Cícero Neto Silva, ocorrida em maio deste ano, em Santana do Ipanema. Cícero foi morto a tiros depois de uma perseguição policial da qual também participou o delegado Ailton Soares Prazeres. No momento em que foi morto o motorista dirigia o Gol KHD 3285, comprado do comerciante Gilvan Ferreira da Silva. Em seu depoimento o jovem confirmou o negócio e a informação de que a vítima sabia que o carro era roubado. ?Fui contatado para uma operação pelo delegado Ailton. A informação era de que um carro roubado circulava na cidade. Localizamos o veículo, demos voz de prisão, mas foi empreendida uma fuga. Conseguimos fechar o carro e durante a abordagem o rapaz (Cícero) fez um gesto suspeito como se estivesse em busca de uma arma. Foi quando atirei?, confirmou o delegado. Segundo o delegado Josias de Lima, presidente do inquérito, ainda é preciso esclarecer detalhes se o que houve foi uma operação ou execução.

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