Polícia
Nova testemunha refor�a acusa��es
MARCOS RODRIGUES Repórter O inquérito policial que aponta o envolvimento do jovem Fausto Cardoso Batista Neto, o Faustinho, na morte da estudante Juliana Cassiano da Silva, 16, em Murici, será incrementado com novas informações sobre o assassinato. Ontem pela manhã, foi ouvida uma nova testemunha identificada como Josefa Rosa Dutra. Em seu depoimento, a jovem apontou novos fatos que ajudam a esclarecer pontos obscuros do inquérito que já foi encaminhado ao Ministério Público Estadual. Segundo o delegado Élvio Brasil, que presidiu a fase final das investigações, os detalhes fornecidos pela testemunha serão remetidos por ofício para serem anexados aos autos. ?Tratam-se de novos dados que completam informações prestadas por outras testemunhas. Além disso, essa testemunha se disse ameaçada de morte. O objetivo é reforçar ainda mais o que foi apontado nas investigações?, explicou o delegado, que pediu a prisão preventiva de Faustinho apontado como principal suspeito e de Jadson Cansanção da Silva. Faustinho é de família influente na cidade de Murici. Ele é sobrinho do empresário do jogo do bicho Plínio Batista, enquanto o outro indiciado é funcionário do bicheiro. Os dois são apontados como as duas pessoas que teriam abordado a jovem Juliana, em um bar, no dia de seu desaparecimento, em 10 de abril. Quando foi encontrada - dois dias depois - a estudante aparentava sinais de violência. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que Juliana foi estrangulada e jogada ainda com vida no Rio Mundaú, que margeia o município. Ao longo das investigações, o delegado Élvio conseguiu elementos que ajudaram a traçar o perfil dos dois acusados. O mais chocante se refere às informações de que os dois jovens ficam violentos depois que bebem. Segundo Lidiane Silva, que namorou Faustinho, ele costumava agredi-la, além de mordêla em várias partes do corpo. Uma outra testemunha, Rita de Cássia dos Santos, encontra-se desaparecida da cidade. Ela foi apontada pela família de Juliana como uma pessoa que teria induzido a jovem a se envolver com Faustinho e deve ser indiciada no inquérito que apurou o crime. A família de Juliana alega que Rita era uma pessoa presente na vida da estudante e sua confidente. No dia do desaparecimento de Juliana, Rita estava em companhia da vítima num bar, quando elas teriam sido assediadas pelos acusados. Depois de terem deixado o bar, as duas jovens retornaram para a periferia da cidade onde moram. Testemunhas afirmam que os dois acusados teriam convidado as jovens a ficarem no bar, o que só não aconteceu porque a proprietária do estabecimento não teria permitido. Juliana então deixou o local, sendo encontrada morta, dois dias depois, às margens do Rio Mundaú. As evidências apontadas pela polícia são de que ela teria sido forçada a ter relações sexuais com os acusados e, por essa razão, ameaçado denunciar que havia sido estuprada. O pedido de prisão preventiva dos acusados na morte de Juliana deve ser definido nos próximos dias pela juíza da comarca de Murici, Aída Antunes.