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Delegado quer mais prazo para apurar

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O delegado Denisson Albuquerque quer mais prazo para investigar a rebelião de detentos do dia 11 de junho, no Presídio Rubens Quintella, na qual morreram dois presos e outros 14 ficaram feridos. Ele conclui hoje a primeira fase do inquérito, aberto no último dia 17, e encaminha à Justiça, pedindo prorrogação de 30 dias para realizar diligências complementares. Por enquanto, ninguém será indiciado. Segundo Denisson, as informações fornecidas pelos agentes penitenciários do Rubens Quintella e do Cirydião Durval, que participaram diretamente do conflito, não batem com os resultados dos laudos do Instituto Médico Legal, que revelam que a maioria dos presos foi ferida à bala, inclusive os mortos. No entanto, os guardas asseguram que atiraram para cima e não para matar. O delegado de Investigações e Capturas, que foi designado pelo diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, para apurar o caso, informou já haver solicitado a apresentação das armas para que sejam submetidas a perícia. No entanto, até o momento, nenhuma arma foi encaminhada pelo secretário de Ressocialização, Valter Gama. O secretário chegou a afirmar que não seria possível encaminhar todas as armas usadas pelos guardas dos presídios, porque não teria como repor. Na manhã de ontem, três agentes do presídio Cirydião Durval, que participaram do confronto no Rubens Quintella, foram ouvidos por Denisson Albuquerque e confirmaram a versão apresentada por outros três guardas interrogados na semana passada. Eles declararam que assistiram a um grupo de presos fugir do Rubens Quintella e iniciaram perseguição, conseguindo recapturar um deles no Conjunto Eustáquio Gomes. Quando retornavam, ouviram a sirene tocar e saíram em socorro aos colegas do outro presídio. Segundo Manoel Simão Marinho, Adeilton Pedro da Silva e Flávio Silva dos Santos, quando chegaram ao Rubens Quintella, os portões já estavam abertos e havia um grande tumulto no campo de futebol, envolvendo presos rebelados e agentes penitenciários. Eles garantiram que os tiros foram disparados para cima. |EF

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