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Motopistoleiros executam sindicalista

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EDNELSON FEITOSA Repórter Pilar - O secretário do Sindicato Rural do Pilar, Cícero José da Silva, 53, foi executado a tiros de revólver, na manhã de ontem, num trecho da rodovia BR-316, na Chã do Pilar. Dois motopistoleiros perseguiram seu veículo Escort, azul, placa MUE 5935/AL, atirando. Ele tentou escapar da emboscada, deixando o asfalto e seguindo por um terreno arado para o canavial. O carro perdeu velocidade e o sindicalista acabou alcançado pelos matadores que dispararam a curta distância. A nora de Cícero, identificada como Jardilene, que trabalhava com ele no sindicato, assistiu à execução do sogro do banco do passageiro. Ela não chegou a ser atingida pelos tiros. Em estado de choque, a testemunha foi levada para casa e somente hoje será ouvida pela delegada Paula Franssinete, que assumiu as investigações do crime. TESTEMUNHA ?Ela vai poder revelar mais detalhes. Saber se o sogro falou alguma coisa durante a perseguição e se pode reconhecer os homens ou a motocicleta?, afirmou o chefe do Setor de Operações da Delegacia do Pilar, José de Assis. O segurança José Wellington, 26, filho de Cícero, revelou que tinha acabado de acordar quando recebeu a notícia do atentado, por volta das 7h30. Ele declarou que tem suspeitos e lembrou que seu irmão, ?Tonho?, foi seqüestrado, em São Miguel dos Campos, no ano passado, e continua desaparecido até hoje. Pode haver uma relação entre o sumiço do irmão e a morte do pai. Problemas pessoais O presidente do Sindicato Rural do Pilar, Cícero Canuto, 47, garantiu que Cícero José não teve qualquer tipo de problema no seu trabalho como secretário. ?Ele vinha fazendo visitas às propriedades rurais do município, mas não informou problemas ou mesmo constrangimentos. Sua nora trabalhava com ele. Para mim, o crime foi motivado por problemas pessoais?, alegou o sindicalista. A viúva Edja Maria dos Santos, 42, assistiu quando o marido era retirado do carro pelo pessoal do Instituto Médico Legal Estácio de Lima. ?O que será de mim agora?, questionou ela, dizendo que vai exigir justiça.

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