Polícia
Moradores deixam casas escoltados para n�o morrer
As noites nos quatro conjuntos do complexo Denisson Menezes estão cada vez mais longas, pois os moradores precisam se recolher mais cedo e não conseguem dormir por causa dos estampidos. ?Eles passaram por aqui atirando. Imagine se eu tivesse na sala?, afirmou o comerciante Joaquim Oliveira, mostrando os vidros estilhaçados da janela. Na comunidade, o soldado Aldair é considerado uma espécie de justiceiro, um amigo, que assiste todo mundo. No entanto, parece que não está conseguindo enfrentar um inimigo que ataca pelas costas, às escuras, na calada da noite. Foi assim no último domingo, quando encapuzados passaram atirando no meio da rua, perseguiram e executaram um adolescente, de 16 anos. Dona Amália Francisco da Silva, 60, foi forçada a deixar sua casa, porque os traficantes queriam instalar um ponto-de-venda de maconha no local. ?O Duda invadiu a casa da minha mãe. Quando entrei na sala, ele estava apontando um revólver para ela?, revelou Maria Cícera, acrescentando que precisou se ajoelhar para que ele não matasse sua mãe. Os bandidos tinham invadido a casa pelo quintal. Para fugir, dona Amália procurou Aldair que pediu ajuda no comando da PM. ?Ela deixou o local escoltada por policiais militares?, explicou a filha. Desde então, guarnições da Radiopatrulha e do 5º Batalhão, por ordem do comando, passaram a fiscalizar mais o local que terá uma viatura, nos próximos dias, por decisão do comandante-geral da PM, coronel Edmilson Cavalcante. | EF