Polícia
Policiais de AL podem responder a inqu�rito
Bleine Oliveira Repórter Os seis soldados da Polícia Militar e o agente da Polícia Civil de Alagoas, presos na operação da Polícia Rodoviária Federal em Pernambuco, continuarão detidos até que a Justiça daquele Estado revogue o decreto de prisão. ?A libertação deles depende do empenho do advogado que contratarem, no convencimento à Justiça? - disse, ontem, o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino. Segundo ele, um major da PM/AL foi a Pernambuco se informar sobre o que de fato aconteceu e qual a situação dos alagoanos. IPM Com base nas informações do oficial, será definida a providência que a SDS adotará diante do fato. Assim, logo que voltarem a Maceió, os soldados poderão responder a Inquérito Policial Militar (IPM), e o agente civil a processo administrativo. O resultado desses procedimentos pode variar entre arquivamento, prisão por 30 dias, suspensão das atividades ou demissão. ?A punição dependerá das informações oficiais que recebermos. Pode ser que não tenham cometido crime, mas uma transgressão disciplinar? - disse Davino. Os policiais estão presos sob a acusação de porte ilegal de arma. A SDS investiga a informação de que as armas que eles usavam no serviço de segurança estavam registradas, o que desconfigura ato criminoso. Para Davino, se as armas têm registro, a prisão em flagrante pode ser questionada. O secretário admite que muitos policiais exercem atividades extras, o chamado ?bico?, mas evita se manifestar sobre o fato. ?O que posso dizer é que isso é normal entre os policiais em todo o País?, afirma o secretário. Para ele, atuar clandestinamente, já que a função pública impede o exercício de atividades privadas, nem sempre acontece apenas entre aqueles com salários mais baixos. Há casos de oficiais e delegados que têm outra atividade, seja ou não clandestina. Prática ?comum? Entretanto, Davino deixou claro que é proibido aos agentes civis e militares atuar na área de segurança, seja usando arma da instituição pública ou própria. Mas essa prática tem ocorrido, como se viu na operação da PRF/PE. Outro exemplo envolve um soldado alagoano que está preso em Paulo Afonso (BA) também por porte ilegal de arma. O episódio está sendo investigado pelo delegado Roberto Lisboa, da Corregedoria da Polícia Civil. A situação desse soldado se agrava por ele estar fora dos limites do Estado. Ainda sobre os policiais alagoanos presos em Pernambuco, o secretário Robervaldo Davino disse que os advogados devem ter solicitado a transferência deles para Alagoas, mas ressalta que essa decisão cabe à Justiça pernambucana.