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AL: 13 homossexuais mortos este ano

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Regina Carvalho Repórter Treze homossexuais foram assassinados este ano em Alagoas. Os dados assustam, em especial, porque os homicídios acontecem paralelamente a rituais de extrema perversidade praticados contra as vítimas. O mais preocupante, segundo as entidades de defesa dos homossexuais, é que o índice de homicídios tem aumentado nos últimos anos quando a média anual era de três crimes. O caso mais recente envolve Jeová Cândido Barbosa, 21 anos, preso ontem à tarde por policiais sob acusação de ter matado com vários golpes de falcão o homossexual Irapuã Gomes Batista, no último dia 9, no município de Santa Luzia do Norte. Até agora o acusado não apresentou nenhum álibi à polícia e foi visto por moradores da cidade junto à vítima momentos antes do crime. Esse caso e os demais registrados contra homossexuais apresentam semelhanças. É o que as entidades chamam de homofobia, para designar a reação negativa de homens a esse segmento, que normalmente se utilizam da agressividade extrema antes do homicídio. Kassandra Nascimento, presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL) narra alguns assassinatos de homossexuais no Estado, quando todas as vítimas passaram por sessões de tortura e sofrimento, agonizando até a morte. ?Normalmente são rituais agressivos, de muita perversidade?, diz. Alvo do preconceito e da intolerância, os homossexuais se tornaram ?presa? fácil para assassinos, principalmente no interior do Estado. ### Travestis são considerados maior vítima do preconceito Dentro do grupo de gays, lésbicas, simpatizantes, bissexuais e transgêneros, o chamado GLSBT, um dos segmentos reconhecidamente principais vítima de preconceitos é o de travestis. Fabíola Silva, coordenadora-geral da entidade Pró-vida, comemora dois anos sem assassinato de travetis em Alagoas. Entretanto ela lamenta a situação social e econômica desse grupo. ?Dos 245 travestis de Alagoas, cerca de 40% são semi-analfabetos?, relata. Ela ressalta que esse baixo índice refere-se ao fato de que os travestis se sentem intimidados em freqüentar escolas por causa do preconceito. ?O travesti não encontra trabalho formal aqui, o que resta para ele é a prostituição?, lamenta. Fabíola acrescenta ainda que as escolas de Alagoas não estão preparadas para receber os travestis. ?Temos o direito de ir e vir. Os homossexuais buscam seus direitos. Buscam seu espaço?, diz. A Parada Gay deste ano, que ocorre amanhã, será um momento não apenas de descontração, mas político para cobrança de ações mais efetivas de combate aos crimes contra homossexuais. Segundo o GGAL, no Estado existem aproximadamente 300 mil homossexuais e em Maceió são mais de 100 mil. |RC

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