loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Caso Juliana: parecer do MP � mantido em sigilo

Ouvir
Compartilhar

O promotor de Justiça Napoleão Franco não quis antecipar o resultado da análise do inquérito policial que pede a prisão preventiva de Fausto Cardoso Batista Neto e Jadson Cassanção da Silva, acusados de terem assassinado a jovem Juliana Cassiano da Silva, de 16 anos, em abril deste ano. Ele informou que prefere manter sigilo sobre a representação do Ministério Público (MP) até o despacho da juíza da comarca de Murici, Aída Cristina Antunes. ?O que posso dizer apenas é que o MP já se manifestou, mas sobre o deferimento ou não da representação de prisão preventiva prefiro não falar agora?, disse o promotor, acrescentando que vai declarar à imprensa se foi favorável ou não à representação apenas no momento oportuno. Napoleão Franco informou que prefere trabalhar em silêncio e admite que o caso é rumoroso e chocou os moradores de Murici. ?Estou mantendo uma certa cautela, para poder ter um resultado prático?, diz. Sem querer falar mais sobre sua decisão, ele apenas disse que descarta a possibilidade de pedir que novas diligências sejam feitas pelo delegado Élvio Brasil, que preside o inquérito policial. ?Só posso falar que não vou pedir novas investigações. Acredito que a juíza pode despachar essa semana. A decretação ou não das prisões vai depender agora da Justiça?, acrescentou Napoleão Franco. O parecer do MP foi entregue à Justiça na última quinta-feira, dentro do prazo estipulado de 15 dias para análise da representação. Com base em depoimentos de testemunhas que viram Juliana embriagada, sendo forçada a entrar no carro de Faustinho e o relato de jovens que se disseram vítimas de maus-tratos por parte do acusado quando ele ingere bebida alcoólica, o delegado Élvio Brasil resolveu pedir a prisão preventiva dos dois amigos. Fausto é filho do ex-vereador de Murici Fausto Cardoso Batista e sobrinho do empresário do jogo do bicho Plínio Batista. Os parentes de Juliana têm denunciado ameaças, pedem justiça e punição para os culpados. No dia seguinte ao desaparecimento, eles foram à delegacia e denunciaram Faustinho afirmando que ele esteve com a vítima. O corpo de Juliana apareceu boiando no Rio Mundáu, com sinais de espancamento e estupro. Durante uma semana a Gazeta tentou contato com o promotor Napoleão Franco, o que só foi possível ontem, por intermédio do procurador-geral de Justiça Coaracy Fonseca. O primo de Juliana, José Firmino dos Santos, disse que se os acusados não forem presos, ele vai buscar a ajuda de outras autoridades da Justiça alagoana. ?Todos os dias vemos aqui as pessoas que mataram a Juliana zombando da gente. Eles têm que ser presos?, ressaltou. Ele disse que procurou o promotor Napoleão Franco e que não obteve nenhuma resposta sobre a decisão do MP. ?Ele me disse apenas que fez a parte dele, mas não esclareceu mais nada para a família?, afirmou.

Relacionadas