loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Delegado deve pedir a pris�o de esposa de juiz

Ouvir
Compartilhar

REGINA CARVALHO Repórter Na reta final para a conclusão do inquérito que apura o seqüestro, morte e ocultação do cadáver de Macléia dos Santos, 23 anos, o delegado regional de São Miguel dos Campos, Antônio Carlos Lessa, não descarta a possibilidade de pedir a prisão preventiva de Amália Miranda Lopes e do mototaxista José Sérgio Azevedo. O delegado declarou que Amália, que é esposa do juiz de Anadia Willamo Lopes e o mototaxista, amigo da família da acusada, foram indiciados como autores intelectual e material do crime. Os acusados já tinham sido indiciados pelo então delegado de Atalaia, Ednaldo Marques. Com base nas investigações e provas contundentes da participação da dupla no crime, Antônio Carlos Lessa declarou que o homicídio está esclarecido. ?Continuo analisando o inquérito, mas acredito que no máximo até quarta-feira (amanhã) concluo as investigações?, disse. De acordo com ele, os indícios que levam a polícia a acreditar na participação de Amália e José Sérgio são fortes e por isso mesmo manteve os indiciamentos. ?Encontrei muitas contradições durante os depoimentos que reforçaram a tese da participação deles no crime. O inquérito anterior trouxe muita coisa, mas incorporei novas informações?, acrescentou Lessa. O depoimento do juiz Willamo Lopes foi descartado pela Polícia Civil, pois segundo Antônio Carlos o magistrado protelou por várias vezes sua ida à delegacia. ?Não será mais necessário ouvi-lo. Tenho pressa para concluir o inquérito e ele já tinha adiado várias vezes o depoimento, por isso resolvi dispensar a oitiva?, disse Antônio Carlos. O juiz nunca foi ouvido no inquérito que apura a morte de Macléia, com quem teve um relacionamento e um filho que hoje está com três anos. Os levantamentos realizados pela polícia apontam que o ciúme de Amália teria sido o motivo do crime. Macléia desapareceu de Atalaia no dia 2 de fevereiro em companhia do mototaxista José Sérgio, com quem disse que iria a Teotônio Vilela buscar dinheiro. Parentes da vítima pensavam que um corpo encontrado em Atalaia era dela, mas o exame de DNA confirmou que os restos mortais não pertenciam a Macléia. Outro corpo, em avançado estado de decomposição, foi encontrado em abril num matagal de São Miguel dos Campos. O Laboratório de Genética Forense da Universidade Federal de Alagoas retirou material para análise e comprovou ser de Macléia. No laudo cadavérico ficou confirmado que Macléia foi assassinada com um tiro na nuca. Amália Miranda foi ouvida duas vezes pela polícia. No início das investigações, o delegado Ednaldo Marques tomou depoimento da acusada na Secretaria de Defesa Social, em Maceió. No mês passado ela esteve na delegacia de São Miguel para prestar depoimento. Nas duas oportunidades ela negou a autoria do crime, mas admitiu que tinha ciúmes do marido com Macléia. Antônio Carlos é o terceiro delegado a investigar o caso. Sérgio: teria sido contratado por Amália para matar Macléia

Relacionadas