Polícia
Suspeito de matar taxista � baleado
| Ednelson Feitosa Repórter Um adolescente de 16 anos, suspeito de envolvimento na morte do taxista Adamilton José da Silva, 49, executado com cinco tiros de revólver na cabeça, na madrugada do último sábado, no Jacintinho, foi ferido em tiroteio com policiais do Batalhão de Radiopatrulha, no bairro do Reginaldo. O esconderijo foi denunciado aos militares da RP pelo cidadão Everton Cleber Alves da Silva, que declarou haver quatro homens escondidos num barraco e que poderiam ser os assassinos do taxista. ?Quando a guarnição chegou ao Vale do Reginaldo foi recebida à bala por dois elementos?, informou o tenente PM Cícero, ressaltando que houve revide e que o adolescente C.D.C., conhecido como ?Macaquinho?, foi baleado no abdome. Ele está internado na Unidade de Emergência e passa bem. No local da troca de tiros, acabaram presos Cleberson dos Santos Silva, 21, Reinaldo Silva Pessoa, dono do barraco, e Genilson Félix da Silva. Cleberson confessou na Delegacia do 7º Distrito, onde foi autuado por porte ilegal de arma e reação à prisão, que não assume as ?broncas? do colega. No entanto, revelou ter assassinado a tiros de revólver, no último domingo, Ney Ferreira da Silva, num trecho da Rua Diegues Júnior, no Reginaldo, e que, por isso, pediu ajuda a Reinaldo, para passar a noite em sua casa. As declarações de Reinaldo comprometem o adolescente. Segundo ele, ?Macaquinho? chegou em sua casa pedindo ajuda. ?Ele me disse que havia se envolvido numa bronca feia e que queria ficar uns tempos no meu barraco?, completou. No último domingo, a polícia prendeu três outros suspeitos de envolvimento no latrocínio do taxista Adamilton, que se encontram sob custódia da Polícia Civil, apesar de não terem sido autuados em flagrante, por falta de provas. Tiago José Nunes, Cícero Pedro da Silva e Luís Santos Calado estavam na residência da tia do primeiro, localizada no bairro de Jaraguá. Eles negam ter praticado o crime. O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, revelou que a polícia busca provas técnicas do envolvimento do grupo no assalto seguido de homicídio, ocorrido sábado, no Jacintinho. ### Polícia anuncia barreiras contra assaltos O secretário Robervaldo Davino disse também que se reuniu com representantes do Sindicato dos Taxistas e que ficou definido que, a partir das 18 horas, os táxis encontrados em local de pouco movimento e que passem nas barreiras policiais serão parados e registrados. Mas admitiu que isso vai gerar reclamações dos passageiros, pois durante as revistas o taxímetro continuará contando. Os taxistas vão poder manter contato direto com a PM, por meio de radioamador. A morte de Adamilton revoltou os taxistas, provocando uma série de protestos no Centro, com bloqueio de avenidas e queima de pneus, além de ameaça de invasão da Delegacia de Plantão III, em Cruz das Almas, onde os suspeitos foram interrogados no domingo. Nesta quarta-feira, os taxistas prometem voltar a protestar, desta vez a partir das 10 horas, no Dique Estrada. Na manhã de ontem, Marilene Virgolino esteve no gabinete do diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, pedindo que seu filho Tiago José Nunes fosse libertado, pois, segundo ela, não existem provas de seu comprometimento na morte do taxista. ?Ele já esteve preso, porque discutiu com um taxista. Ele também é usuário de drogas. Mas assaltante eu não acredito?, afirmou. |EF