Polícia
Pol�cia procura foragidos em fazendas
| CARLA SERQUEIRA Repórter A polícia ainda não tem pistas sobre o paradeiro de Rita de Cássia dos Santos, 21, e Fausto Cardoso Batista Neto (o Faustinho), 18, acusados de serem co-autora e autor, respectivamente, da morte da adolescente Juliana Cassiano da Silva, 16, em Murici, no último mês de abril. Outro acusado, que também teve a prisão preventiva decretada pela juíza Aída Antunes no dia 29 de julho, Jadson Cansanção da Silva, já se encontra detido no presídio Cirydião Durval, em Maceió. Ontem, ele foi apresentado à Secretaria de Defesa Social e, em seguida, antes de dar entrada no sistema prisional do Estado, fo levado para o Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito. Em Maceió, Murici e até em Atalaia a polícia trabalha, à paisana, para encontrar os foragidos. ?Acho que Faustinho, por ter melhores condições financeiras, está fora do Estado. Já a Rita de Cássia pode estar escondida numa fazenda em Atalaia, onde moram familiares dela?, afirmou o delegado Élvio Brasil, dizendo ter orientado sua equipe, nas primeiras horas de ontem, para rondar a fazenda da família de Faustinho, em Murici. ?Mas não percebemos nenhum movimento estranho por lá?, comentou ele. No inquérito policial concluído no dia 6 de julho, a polícia havia indiciado apenas Faustinho e Jadson Cansanção. ?Quem denunciou a Rita de Cássia foi o Ministério Público?, informou o delegado Élvio. Desde o assassinato de Juliana Cassiano, encontrada morta no Rio Mundaú, depois de dois dias desaparecida, com sinais de estrangulamento e estupro, mais de 60 pessoas foram ouvidas. O inquérito foi concluído com quase 400 páginas. A família da vítima ficou revoltada com a brutalidade (o corpo de Juliana, segundo testemunhas, foi encontrado com mordidas no peito e com hematomas no rosto) e, desde o início, afirmava à Polícia que o filho do ex-vereador de Murici Fausto Cardoso e sobrinho do bicheiro Plínio Batista, o Faustinho, seria o principal responsável pela morte da adolescente. ?Só vamos descansar quando os três estiverem atrás das grades?, disse José Firmino, primo da vítima, que vem mobilizando passeatas na cidade, cobrando justiça. O delegado Élvio Brasil disse que as buscas aos acusados - Rita de Cássia e Faustinho - vão continuar. ?Desde que o inquérito foi concluído e entregue à justiça [dia 6 de julho], Faustinho não foi mais visto na cidade; nem para o colégio está indo?, revelou, afirmando que está investigando, também, as supostas ameaças que a família de Juliana vinha sofrendo por parte de parentes de Faustinho. José Firmino teria chegado a ser seguido por dois homens encapuzados numa moto enquanto retirava madeira de uma mata. O tio de Faustinho, Maurício Cardoso, segundo Élvio Brasil, será interrogado em breve na delegacia de Murici.