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Taxistas cobram mais a��o da pol�cia

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| Fátima Almeida Repórter Faróis acesos, buzinas acionadas e bandeiras pretas (de luto). Cerca de 500 taxistas participaram, ontem, de uma carreata pelas ruas de Maceió, em protesto contra a violência e os riscos aos quais a categoria está exposta. No último sábado, Adamilton José da Silva foi executado com cinco tiros, ao parar para um suposto passageiro, no Jacintinho. Foi o quinto taxista morto este ano. Segundo o presidente do sindicato, Ubiraci Correia, nos últimos dois meses foram registrados mais de 30 assaltos a táxis de Maceió. ?Ultimamente é um assalto por dia?, diz ele. Na avaliação do representante da categoria, houve um certo relaxamento em relação a medidas antes adotadas para inibir os assaltos. ?As barreiras não estão funcionando e o sistema de comunicação que ligava cerca de 800 taxistas ao Copom foi inviabilizado por causa de uma pendência da polícia com a Anatel?, explica Ubiraci. Ele destaca que o policiamento ostensivo voltou a ser exercido agora, depois de reuniões com o Comando de Policiamento da Capital (CPC). ?Queremos que seja feita a abordagem com a vistoria do passageiro, principalmente à noite?, defende Ubiraci. profissão de risco Entre os taxistas, não é difícil encontrar alguém que já tenha sido vítima de assalto. Na família de Adamilton, quatro pessoas trabalham com táxi: dois irmãos já foram assaltados. Adair José parou de rodar à noite depois que foi abordado no Clima Bom. Cícero José, assaltado na região do Makro, escapou por pouco. Ainda tem, no teto do veículo, o buraco de uma bala que quase o atingiu. ?À noite não paro mais na rua. Só atendo a chamados pelo rádio?, diz ele. Entre os profissionais existe a crença de que a morte de Adamilton tem a ver com um outro assalto, ocorrido há cerca de 15 dias, quando uma mulher pegou um táxi e foi para uma rua fechada, por trás da Igreja dos Capuchinhos. Lá, os comparsas já esperavam para o assalto. ?Parte desse grupo foi preso. Acho que essa morte foi retaliação?, acredita o taxista Edson Pinheiro. Com o aumento da violência, os profissionais estão mais cautelosos. Alguns deixaram de rodar à noite. A carreata de protesto, ontem, saiu do papódromo, no Dique-Estrada, percorreu a Avenida Siqueira Campos, com parada em frente ao Quartel da Polícia, passou pela Rua do Sol, e culminou com um ato público em frente ao Palácio dos Martírios.

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