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Morte de motorista intriga pol�cia

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| EDNELSON FEITOSA Repórter A Polícia Civil vai investir em provas técnicas para esclarecer o seqüestro seguido de assassinato do motorista Adelmo Raimundo da Silva, 41. O veículo Hilux do Tribunal de Justiça e o telefone celular da vítima serão examinados por peritos do Instituto de Criminalística (IC) para tentar descobrir indícios que levem à autoria do crime. O delegado Marcílio Barenco retorna do Rio de Janeiro na próxima segunda-feira para assumir o caso, mas já mandou orientações de como devem ser feitos os trabalhos do IC. Inclusive, sugerindo diligências imediatas para que provas não sejam apagadas pelos autores do homicídio. O motorista do Tribunal de Contas do Estado, que trabalhava há 15 anos com o desembargador Orlando Manso, desapareceu da frente do prédio onde Manso reside, na Ponta Verde, na manhã da última segunda-feira. O corpo, apresentando sinais de asfixia mecânica (estrangulamento), foi encontrado na terça-feira, por volta das 15 horas, num canavial da Usina Utinga Leão, no município de Rio Largo. Ligação suspeita A polícia levantou que Adelmo recebeu uma ligação telefônica pouco antes de desaparecer. E como o porteiro, identificado como Manoel, não viu quem colocou as chaves da Hilux na portaria, pode ser que o motorista tenha sido arrancado do carro ou atraído por alguém conhecido. Até o momento, a polícia não identificou nenhuma testemunha ocular do seqüestro. É como se Adelmo tivesse sido ?arrancado? do local sem chamar a atenção, levado para o canavial e asfixiado. O rastro deixado pelos pneus do veículo que levou a vítima até o local da ?desova? é considerado importante no trabalho da perícia técnica, pois pode identificar o tipo ou até mesmo a marca do automóvel usado pelos criminosos. O que chama a atenção das autoridades policiais é que parentes e amigos do motorista não observam qualquer fato recente ou antigo capaz de resultar em sua morte. Ele era considerado uma pessoa tranqüila, voltada para casa e o trabalho, e não tinha inimigos pessoais ou contraídos em virtude de seu trabalho, pois a maior parte do tempo prestava serviços para o desembargador Orlando Manso. O motorista Daniel Raimundo da Silva, 34, irmão de Adelmo, foi categórico em afirmar que a vítima não era pessoa que tivesse problemas. Ele esteve com o irmão no último mês de julho e em nenhum momento ele se referiu a ameaças ou receio de vir a sofrer represálias por algo que tenha feito ou se envolvido de alguma forma. Idêntica informação é prestada por colegas do Tribunal de Justiça de Alagoas, que chegam a declarar que consideram a morte de Adelmo um verdadeiro mistério.

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