Polícia
Vigilante mata colega de trabalho
O vigilante da empresa 801 Autocenter, no Farol, matou com três tiros de revólver, calibre 38, o colega de trabalho Cosme Pereira dos Santos, 32. O crime ocorreu na manhã de ontem. Após o homicídio, o acusado tentou se matar disparando contra a própria cabeça, mas errou o tiro. Quando a polícia chegou ao local do crime, ele estava caído ao lado do corpo em estado de choque e precisou receber atendimento médico na Unidade de Emergência Armando Lages. Luciano revelou à imprensa, pouco depois de ser medicado na Unidade de Emergência, que vinha sendo perseguido pela vítima que, segundo ele, tentava todo tempo prejudicá-lo. ?Eu estava no emprego há dois anos e ele tinha acabado de chegar. Só que sempre arrumava problemas para o meu serviço. Inclusive, deixando os cadeados do ?quiosque? abertos para que fosse atacado por marginais e pudesse assim me culpar?, afirmou ele. Novato A vítima tinha chegado a 801 Autocenter há três meses para trabalhar numa lanchonete, que fica do lado de fora da empresa, localizada na Avenida Fernandes Lima, no Farol. ?Se os cadeados realmente fossem deixados abertos e o vigilante não tivesse muito cuidado, o furto seria inevitável?, admitiu o chefe do Setor de Operações da Delegacia do 7º Distrito, Temildo das Trevas. O vigilante foi autuado em flagrante pelo delegado do 7º Distrito, Valdor Coimbra Lou, que investiga a procedência da arma usada para o crime, um revólver sem registro (ilegal). Segundo o gerente da oficina da empresa, José Ronaldo dos Santos, 30, a arma tinha sido deixada por outro gerente, que saiu da firma, acusado de furto. ?Nós sempre deixamos a arma trancada na bancada. Não sei como ele conseguiu as chaves e usou a arma para matar o colega?, alertou o gerente. O policial Temildo das Trevas declarou que pessoas podem ser responsabilizadas e acusadas de porte ilegal, pois deveriam ter entregue o revólver na Polícia Federal, atendendo a campanha de desarmamento. O vigilante Luciano Luís de Melo declarou que é pai de família, precisava do emprego e perdeu o controle, em virtude da perseguição de Cosme Pereira. ?Após o crime, entrei em desespero e tentei me matar. Estou muito arrependido, mas cometi o homicídio num instante de descontrole?, declarou ele. O homicídio ocorreu por volta das 7 horas, quando a vítima chegou à empresa. |EF