Polícia
Justi�a mant�m sigilo sobre exterm�nio
| BLEINE OLIVEIRA Repórter Caberá à juíza Ana Raquel Gama definir data, local e horário do interrogatório das cinco pessoas apontadas como responsáveis pelo seqüestro e assassinato de Carlos Roberto da Rocha Santos. Os acusados são todos ligados ao deputado estadual Luiz Pedro e, segundo o Ministério Público Estadual, alguns deles estão envolvidos num segundo homicídio. A outra vítima é Beroaldo de França, assassinado no bairro Vergel do Lago. O caso está sendo investigado pelo delegado do 3º Distrito Policial, Carlos Alberto Reis. Familiares de Beroaldo estão recebendo proteção da Polícia Federal enquanto as testemunhas do crime foram inseridas no Programa Nacional de Proteção à Testemunha. O grupo de sete promotores públicos que integram a Promotoria Coletiva Criminal aguarda a conclusão do inquérito para denunciar os acusados à Justiça. Procurado para falar sobre o andamento das investigações, o delegado Carlos Alberto Reis não foi localizado. Grupos de extermínio Estão presos o policial militar Naelson Osmar Vasconcelos de Melo, Cícero Pedro dos Santos, Rogério de Menezes Vasconcelos, Leoni Lima e Valter Pedro Santos. O envolvimento deles em crimes levaram o MP a suspeitar da existência de um grupo de extermínio em Maceió. Pela gravidade da suspeita, todo o trabalho é mantido sob sigilo. A segurança é tão severa que nem mesmo os nomes dos sete promotores que atuam no caso foram revelados. ### MP vai reforçar investigação sobre o crime organizado O promotor Luiz Vasconcelos, da Promotoria de Combate ao Crime Organizado, vai reforçar a equipe que investiga a suspeita de existência de um grupo de extermínio formado por pessoas ligadas ao deputado estadual Luiz Pedro. Ele já foi informado pelo procurador-geral de Justiça, Coaracy da Mata Fonseca, de que a Promotoria contra o Crime Organizado se juntará à equipe de sete promotores que atuam no caso desde agosto do ano passado. As investigações do MP resultaram em indícios de que alguns dos assessores do parlamentar são suspeitos de praticar crimes, principalmente assassinatos, de modo organizado. Ou seja, as vítimas são previamente definidas e são escolhidas por contrariar interesses. ?Não tenho ainda informações sobre esse caso. Na próxima semana, haverá uma reunião com o procurador-geral que fará um relato do que está ocorrendo para que a Promotoria de Combate ao Crime Organizado participe da continuidade da investigação? - disse o promotor Luiz Vasconcelos. A conversa dele com o procurador-geral pode ocorrer na segunda ou terça-feira próximas. Combate ao crime Embora ressalte que não tem informações sobre o caso envolvendo assessores de Luiz Pedro, o promotor confirmou que alguns dos que estão envolvidos no assassinato de Carlos Roberto da Rocha são investigados por outro homicídio. ?O que posso garantir é que o Ministério Público cumprirá sua função constitucional de proteger a sociedade. Se há crime organizado ou não, vamos combatê-lo? - disse Luiz Vasconcelos. Na seqüência do trabalho, os promotores vão acompanhar a investigação sobre a morte de Beroaldo França.|BL