Polícia
Porteiro que viu motorista sumir dep�e
| EDNELSON FEITOSA Repórter O delegado Marcílio Barenco ouve hoje o porteiro do edifício onde reside o desembargador Orlando Manso, localizado na Avenida Álvaro Otacílio, em Ponta Verde. Manoel pode fornecer indícios importantes de como Adelmo Raimundo da Silva, 41, que trabalhava com o desembargador, foi seqüestrado há duas semanas. Ele desapareceu da porta do prédio e foi achado morto, por asfixia, num canavial de Rio Largo. Barenco revelou que, além de Manoel, pretende ouvir ainda hoje uma irmã de Adelmo, mas não informou sua identidade. Ele quer informações de possíveis intrigas da vítima. No entanto, já tomou conhecimento que Adelmo era pessoa pacata, voltada para casa e o trabalho. Sigilo telefônico Na manhã de ontem, Barenco revelou que vai solicitar à Justiça a quebra do sigilo telefônico do celular de Adelmo. O aparelho foi deixado no veículo Hilux, placa oficial, que era dirigido pelo motorista. A picape ficou estacionada na frente do prédio, onde ele chegou por volta de 10 horas, para apanhar Orlando Manso. O celular foi deixado na Delegacia do 2º Distrito por um assessor do desembargador, um dia depois do sumiço misterioso de Adelmo. O assessor também deve ser intimado a depor na Delegacia de Rio Largo. Como não há agenda no aparelho, Barenco pretende descobrir quem telefonou para o motorista poucos minutos antes dele desaparecer, por meio da operadora. ?Há informes de que ele recebeu um telefonema e, em seguida, sumiu, deixando a chave do veículo na portaria?, declarou o delegado. Barenco encaminhou, na última segunda-feira, ofícios ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, requisitando a perícia de local e o laudo cadavérico. ?Preciso de mais detalhes do crime. Por exemplo, ainda não sei se ele foi estrangulado ou esganado?. Adelmo foi achado morto num canavial da Usina Utinga, em Rio Largo, cerca de 25 horas após o seqüestro.