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MP deve denunciar deputado por crime

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| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter O procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, só vai se pronunciar sobre o envolvimento do deputado estadual Luiz Pedro (PDT) no assassinato e seqüestro de Carlos Roberto Rocha Santos quando tiver nas mãos a conclusão do processo que apura a existência de um grupo de extermínio em Maceió, que estaria ligado ao parlamentar. Ele admitiu, no entanto, que se houver provas suficientes do envolvimento do deputado com o grupo, ele será denunciado pelo Ministério Público. Coaracy acrescentou que as investigações realizadas pelo Ministério Público, até agora, apontam para o envolvimento de outras pessoas com o grupo. Proteção à testemunha Por causa da gravidade do caso, as pessoas que denunciaram a existência do grupo serão incluídas no Programa de Proteção a Testemunhas do governo federal. As investigações sobre a existência do grupo de extermínio estão sendo conduzidas em conjunto pelas Promotorias de Investigações Coletivas e de Controle Externo da Polícia. Segundo Coaracy, a denúncia sobre a existência de um grupo de extermínio em Maceió surgiu durante uma audiência pública realizada pelo Ministério Público, com objetivo de esclarecer sobre os direitos do cidadão. O processo resultou na prisão de Naelson Omar Vasconcelos, Leone Lima, Valter Paulo dos Santos, Rogério de Menezes Vasconcelos e Cícero Pedro dos Santos, todos ligados ao deputado Luis Pedro. Eles foram denunciados pelo envolvimento no assassinato e seqüestro de Carlos Roberto Rocha Santos, que completou um ano ontem. O grupo também estaria envolvido com o assassinato de Beroaldo França, ocorrido no Vergel do Lago. A ligação do grupo com Luis Pedro surgiu em conseqüência de o policial militar Naelson Omar Vasconcelos ter sido requisitado para trabalhar no gabinete do deputado na Assembléia Legislativa. O procurador Coaracy Fonseca explicou que com as mudanças implementadas pela Medida Provisória sobre a imunidade parlamentar, o Ministério Público pode oferecer denúncia contra o parlamentar envolvido em crime. Nesse caso, cabe à Assembléia Legislativa suspender a iniciativa do pleito. Coaracy informou que o Ministério Público está estruturando o Núcleo de Combate ao Crime Organizado, que entre outras atribuições vai reforçar as investigações sobre a existência de grupos de extermínio no Estado.

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