Polícia
Coronel PM pega 8 anos de cadeia por pedofilia
MÁRIO LIMA Editor de Cidades A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas decidiu, por unanimidade de votos, manter a condenação do tenente-coronel da Polícia Militar de Alagoas, Eduardo José Botelho Trigueiros, a uma pena de reclusão de sete anos e seis meses, por atentado violento ao pudor. O oficial é acusado de cometer atos libidinosos contra uma menor então com dez anos, de quem era padrasto. O crime ocorreu em 1999, em Maceió. A decisão do TJ confirmou - em parte - a sentença proferida em 1ª instância, pelo juiz Hélder Loureiro, porém desconstituiu o tópico que previa a perda da função de oficial, cassando também a pena de multa prevista no primeiro grau. A decisão pela sua saída da PM deve ser objeto de sindicância pelo Conselho Estadual de Auditoria Militar. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime semi- aberto na Colônia Agrícola do presídio São Leonardo. Após o trânsito em julgado da decisão da Corte de Justiça, será remetida cópia dos autos ao procurador-geral de Justiça. O relator do processo foi o desembargador Sebastião Costa Filho, cujo voto foi acompanhado pelos demais membros da Câmara Criminal, os desembargadores Orlando Manso e José Fernandes de Hollanda Ferreira Em 25 de agosto do ano passado, no Dia do Soldado, já respondendo pelo crime, o então major Eduardo Trigueiros foi promovido, ?por merecimento?, pelo governador Ronaldo Lessa, ao posto de tenente-coronel da PM. A decisão foi publicada no Diário Oficial da véspera. Eduardo José Botelho Trigueiros, até recentemente, continuava como cardiologista-chefe do Hospital Militar, em Maceió. Trigueiros, ao ser condenado pela Justiça, recorreu da decisão no Tribunal de Justiça, onde tentava anular a decisão, até ontem. A Gazeta tentou manter contato com o oficial, mas ele não foi encontrado. O crime O abuso sexual ocorreu em 1999, na época em que o oficial ocupava o cargo de capitão, quando a mãe da criança prestou queixa-crime apontando-o como o responsável pela violência sexual contra a filha. A mãe da menor era noiva do oficial. Na época, a Justiça recomendou seu afastamento da corporação com base no Código Penal. Apesar da recomendação, o militar foi promovido ao cargo de major, em 2001, mesmo com o processo tramitando na Justiça.