Polícia
Crime dentro de carro ser� reconstitu�do
| REGINA CARVALHO Repórter O promotor de Justiça Nilson Mendes de Miranda concordou com o pedido do advogado de defesa Raimundo Palmeira que requisita a reconstituição do crime de Davi Hora Barros Omena. Entretanto a decisão vai depender do juiz substituto da Comarca de São Miguel dos Campos, Antônio Barros da Silva. O juiz não quis se pronunciar sobre o assunto e disse que ainda vai analisar o pedido. ?Ainda vou examinar se determino ou não. Talvez na próxima semana eu tenha uma decisão?, declarou Antônio Barros. O promotor Nilson Miranda disse que concordou com o pedido, já que a reconstituição é um recurso utilizado para produção de prova no intuito de se alcançar a verdade sobre o assassinato de Davi Hora, que ocorreu no dia 23 de junho, em São Miguel dos Campos, depois de um show junino. ?Esse foi um pedido da defesa e acredito que deve ser levado em consideração porque é uma forma de se buscar a verdade?, acrescentou. Raimundo Palmeira quer provar, com a realização da reconstituição, que o tiro que matou o estudante Davi Hora foi acidental. A versão é alegada por Rodolfo Amaral, acusado de matar o amigo e que continua preso na delegacia Regional de São Miguel dos Campos. ?Ele (Rodolfo) me disse que a arma disparou acidentalmente, depois de uma disputa amigável pela posse do revólver?, declarou o advogado, que também pediu à Justiça a complementação do laudo cadavérico e liberdade para o acusado. Esse último já foi negado uma vez pelo juiz substituto. ### Arma sem registro usada no crime não foi encontrada As duas testemunhas que estavam com Rodolfo e Davi no momento do crime disseram à polícia que o acusado retirou o pente da arma semi-automática, mas deixou um projétil engatilhado, que causou a morte da vítima. Com base nesses depoimentos, o acusado foi indiciado por homicídio doloso, ou seja, com intenção de matar. A decisão da Justiça é questionada pela defesa que admite que Rodolfo tinha ingerido bebida alcoólica antes do crime e era proprietário da arma sem registro, que ainda não foi encontrada. O delegado regional de São Miguel dos Campos Antônio Carlos de Azevedo Lessa presidiu o inquérito policial e pediu a prisão preventiva de Rodolfo, decretada pela juíza Nirvana Mello. Há dez dias, Rodolfo Amaral foi ouvido pelo juiz substituto, mas não conseguiu provar sua inocência. Por isso Antônio Barros manteve a prisão preventiva do acusado e informou que o depoimento concedido no Fórum apresentou contradições ao que foi apresentado ao delegado. Parentes O empresário Raimundo Câmara Amaral garante que Rodolfo é inocente e todos os dias leva as refeições do filho na delegacia, mesmo ele preso em São Miguel dos Campos, distante 60km da capital. Os pais de Davi pedem justiça, mas não demonstram sentimento de revolta contra Rodolfo. Eles reforçaram no fórum, há dez dias, que o acusado deve permanecer preso. Além de determinar se haverá ou não a reconstituição do crime, caberá ao juiz também decidir a data. |RC