Polícia
Pol�cia j� tem pistas sobre os suspeitos de atirar em padre
BLEINE OLIVEIRA Repórter Entidades de Direitos Humanos orientaram o padre Tito Régis Rodrigues da Silva a mudar sua rotina. Ele, que sofreu um atentado na última segunda-feira, 22, quando saía da Casa Dom Bosco, onde mora, para o Convento Mãe Rainha, no bairro de Santa Amélia, está recolhido em local não revelado e a partir de agora só deve circular acompanhado. Agentes da Delegacia do 11º Distrito Policial, localizado no bairro do Clima Bom, iniciaram as investigações para tentar identificar e localizar os dois homens que dispararam contra o padre. Alguns detalhes a respeito deles já são do conhecimento da polícia, como por exemplo as cores das duas motocicletas que usavam e a direção que seguiram depois que um dos homens apontaram um revólver e dispararam dois tiros em direção ao padre Tito Régis. Aviso Uma das balas passou muito próximo do corpo do religioso, que por pouco não foi assassinado. Uma das hipóteses levantadas pela polícia é de que os homens não pretendiam matar o padre, mas apenas assustá-lo dando-lhe ?um aviso?. As primeiras investigações serão feitas considerando o trabalho de Tito Régis com meninos de rua e usuários de droga. A polícia suspeita de que as ações do religioso, que preside a Fundação Municipal de Assistência a Criança e ao Adolescente (Funacriad), que pretende criar um centro de apoio a dependentes químicos, podem ter provocado a tentativa de assassinato. Natural da Bahia, 38 anos de idade, Tito Régis Rodrigues é padre da Igreja Coração de Jesus, no bairro de Cruz das Almas. ?Ele está se refazendo do susto? - disse a chefe de gabinete da Funacriad, Sandra Ferrari, uma das poucas pessoas que tem conversado com o religioso. O trabalho dele, na Fundação João Paulo II, mais conhecida como Casa Dom Bosco, instituição mantida com doações e da venda de aves, pães, bolachas, bolos e outros produtos fabricados pelos internos, garante assistência a cerca de 50 meninos.