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Caso Macl�ia vira novela na Justi�a

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| MARCOS RODRIGUES Repórter A morte da estudante Macléia dos Santos, seqüestrada dia 2 de fevereiro, em Atalaia, continua sem esclarecimento. Ontem, o Ministério Público recuou e não ofereceu denúncia contra os principais suspeitos, a fazendeira Amália Lopes e o mototaxista Paulo Sérgio. Segundo o promotor Nílson Miranda, o MP não se posicionou pela denúncia por conta de detalhes técnicos pedidos no inquérito. Nilson é promotor no município de São Miguel dos Campos, onde o corpo foi encontrado. ?O inquérito que apura o caso teve início em Atalaia (local do seqüestro), mas foi remetido a São Miguel (onde o corpo foi encontrado). Porém, a natureza das investigações reproduziram as provas da primeira fase, ou seja, a de que ela fora seqüestrada. Com isso, avaliei que é responsabilidade do MP de Atalaia oferecer denúncia sobre o caso?, explicou o promotor Nilson Miranda. Nilson explicou ainda que o caso deverá ser remetido às mãos do juiz de Atalaia, Manoel Tenório. Novela A morte de Macléia dos Santos se transformou numa novela desde o início. As motivações para o crime, segundo a família e dados da polícia, envolvem um caso amoroso, que a estudante mantinha com o juiz Willamo Lopes. O envolvimento do magistrado com Macléia é incontestável, por conta da presença de um filho dos dois, reconhecido por Willamo e hoje criado pela família da vítima. Mas o romance do juiz com a estudante sempre contou com a oposição de sua esposa, que teria, segundo o inquérito, ameaçado de morte a moça. Por isso ela figura como uma das principais suspeitas do crime. Desaparecimento Desde que desapareceu da cidade de Atalaia, a família de Macléia nunca mais teve sossego. Primeiro porque teria enterrado um corpo que não seria o seu. Segundo investigação científíca, através de exames de DNA, o corpo da estudante foi encontrado em São Miguel dos Campos. A polícia atua no caso desde o início, baseando-se nas informações colhidas por testemunhas. Foram elas quem apontaram o mototaxista Paulo Sérgio, como sendo uma das últimas pessoas a estarem com a estudante, antes de seu desaparecimento. Depois que a perícia científica detectou que o seu corpo foi encontrado em São Miguel, mais uma mundaça. Dessa vez foi a competência do inquérito, que deixou de ser conduzido pelo delegado de Atalaia, Tarcísio Vitorino e passou a ser de responsabilidade do delegado de São Miguel, Antônio Carlos Lessa. Em ambos os casos, a suspeita pela morte é atribuída à fazendeira Amália Lopes.

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