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Italiano assassinado em casa de veraneio

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NIVIANE RODRIGUES Repórter Barra de Santo Antônio - Um crime abalou ontem o pacato município da Barra de Santo Antônio, no litoral norte de Alagoas, a 47 quilômetros de Maceió. O italiano Gislavo Antonio Zurawski foi assassinado com um tiro de espingarda 12 nas costas e o corpo encontrado no chão da varanda de sua casa, no Loteamento Lua Nova, onde ele morava sozinho. O italiano, que segundo funcionários da casa era jornalista e estava aposentado, completaria hoje 60 anos. A polícia acredita que o assassinato tenha ocorrido entre a madrugada e o início da manhã de ontem. No final da tarde, a polícia prendeu Edson Bernardino dos Santos, 26, que trabalha como guia turístico na Barra de Santo Antônio e está sendo investigado no crime. Segundo o delegado do município, José Carlos Sales dos Santos, Edson costumava locar veículos para o italiano em Maceió. Os carros eram locados na R. Amorim, no Feitosa, em Maceió. Pela diária, segundo o proprietário da locadora, Roberto Amorim da Silva, que ontem foi convocado pelo delegado José Sales, o italiano pagava R$ 60. Já o guia recebia R$ 10 como comissão por cada diária por intermediar a locação. ?O italiano pediu que baixasse o valor, mas disse a ele que para isso não poderia continuar pagando a comissão?, revelou o dono da locadora. A partir daí, o guia turístico teria ligado para o italiano e o pressionado para continuar recebendo a comissão. Segundo o delegado José Sales, a informação é de que o italiano também se aborrecia com freqüentes ligações a cobrar para o celular dele feitas por Edson. O guia nega participação no crime, diz que só esteve na casa de Gislavo, que teria conhecido no vizinho povoado de Tabuba, duas vezes e garante que na hora do crime estava na casa da tia, com quem mora. Ontem, a polícia ouviu funcionários de Gislavo, o caseiro Pedro Antonio da Silva, Lucidalva dos Santos e Eliane Matias da Silva, que disseram não ter visto nada, já que passavam somente o dia na casa dele. O caseiro informou que ao chegar na casa chamou pelo patrão; sem resposta, pulou o muro e se deparou com Gislavo morto na varanda. ### Faxineira deixou casa do patrão no começo da noite Outra linha de investigação da polícia é a amizade do italiano com um homem conhecido por Sandro, um ex-motorista da ambulância da Prefeitura da Barra de Santo Antônio, que costumava dirigir para Zurawski e que estava com a habilitação vencida. Sandro teria viajado da Barra para Maceió com Gislavo na última terça-feira pela manhã. Com eles veio a faxineira Eliane Matias, que há oito meses trabalhava para o estrangeiro. Sandro é considerado pela polícia do município uma pessoa ?problemática?, com envolvimento em delitos. ?Peguei uma carona para resolver um problema em Maceió. Eles [o italiano e Sandro] foram no Detran e na Secretaria da Fazenda e de lá a gente veio embora. Gislavo deixou ele em Santa Luzia [um povoado da Barra] e veio embora. Saí da casa dele às 20h30. Ele me trouxe em casa e ficou na farmácia da dona Dalva?, conta Eliane Matias. Da farmácia, segundo testemunhas, Gislavo teria saído por volta das 23 horas e ido para casa, um imóvel de luxo, com piscina e dois apartamentos nos fundos onde costumava receber amigos e parentes. |NR ### Gislavo costumava dar festas com a presença de meninas Gislavo Zurawski era da cidade italiana de Monza e há três anos morava em Maceió. No Brasil, segundo confirmam documentos dele, morou primeiro em Salvador (BA), em 2000. Na capital alagoana, residiu na Garça Torta, onde teria tido um romance com uma mulher com quem teria chegado a morar, e, há 1 ano e quatro meses, comprou uma casa na Barra de Santo Antônio e mudou-se para lá. Considerado pacato, pai de três filhos, um deles chega hoje a Maceió, Gislavo era conhecido na Barra por dar festas com meninas da região. Os funcionários dizem que ele não bebia, só fumava. Mas no local do crime os peritos do Centro de Perícias Forenses, que trabalharam durante todo o dia no levantamento de indícios, encontraram latas de cerveja vazias, outras cheias espalhadas pela casa, uma pizza inteira e um DVD de sexo explícito locado na Barra. Na casa, havia ainda álbuns com fotos das festas com meninas na piscina, além de uma camisa de homem com odor de suor e uma caixa de balas da espingarda que pertencia a Gislavo a qual foi usada no assassinato. A arma desapareceu. |NR

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