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Juiz adia audi�ncia de ex-PMs e Fid�lis

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| BLEINE OLIVEIRA Repórter A audiência que seria realizada ontem, em que, pela segunda vez, os ex-soldados PMs José Luiz da Silva Filho e Garibaldi Santos Amorim e o fazendeiro José Fernandes Neto, o Fernando Fidélis, seriam ouvidos como testemunhas sobre o assassinato de Ebson Vasconcelos Silva, o Eto, foi adiada. Eles chegaram a ser removidos do Presídio Baldomero Cavalcanti para o Fórum do Barro Duro, mas o juiz da 2ª Vara Especial Criminal, Alberto Jorge Correia suspendeu a oitiva (audiência) por estar presidindo uma sessão do Tribunal do Júri, no mesmo dia e horário. Agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) fizeram a remoção dos presos e a guarda nas salas onde eles ficaram até, cerca de duas horas depois, receberem autorização do juiz para retornar ao presídio. Silva Filho, Garibaldi e Fidélis deverão voltar ao Fórum no máximo em 15 dias, prazo que o juiz Alberto Correia prevê para ouvi-los nos dois processos sobre a morte de Eto e a lesão corporal que sofreu Charles Iório Gomes Filho, que estava no mesmo local em que Eto foi assassinado. Os crimes ocorreram em novembro de 2002, na Rua Barão de Alagoas, no Centro. Queima de arquivo Os depoimentos de Garibaldi, Silva Filho e Fidélis apontam o ex-coronel Manoel Cavalcante e o delegado Valdir Silva de Carvalho como mandantes e Emanuel Guilhermino da Silva, o Fininho, e Ednaldo Bezerra da Costa, o Cigano, como executores. Para dar celeridade ao processo, considerando que o ex-coronel Cavalcante está preso fora de Alagoas, o juiz Alberto Correia decidiu separá-lo em dois. No primeiro, os acusados são o delegado Valdir Carvalho e Fininho. Segundo o processo, o delegado teria ?agenciado a contratação dos pistoleiros e garantido apoio logístico para o crime?. Ebson Vasconcelos foi assassinado como ?queima de arquivo? por ter denunciado o envolvimento de Cavalcante na morte de Sílvio Vianna. No segundo processo os acusados são Cavalcante e Cigano. Além de apontá-los como responsáveis pelo assassinato de Eto e Sílvio Vianna, o fazendeiro Fernando Fidélis e os ex-PMs Garibaldi e Silva Filho denunciaram diversos crimes praticados sob o comando do ex-oficial e do delegado Valdir Carvalho. Segundo eles, um dia antes da morte de Eto, os dois se reuniram no presídio Baldomero Cavalcanti.

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