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Gerson J�nior perde novo recurso no TJ

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| MARCOS RODRIGUES Repórter A defesa do fazendeiro Gerson Lopes Júnior, acusado no assasinato do estudante de Direito Márcio Edsandro, em maio do ano passado, e que aguarda julgamento no Baldomero Cavalcanti, perdeu mais uma. Ontem, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça rejeitou o recurso do advogado José Fragoso, que tentava derrubar as qualificações do crime feitas pelo Ministério Público e acatadas em primeira instância pelo juiz José Braga Neto. Segundo Fragoso, a qualificação de que Gerson agiu de surpresa ou ainda de que teria atirado por motivo fútil não se enquadra nas circunstâncias da morte do estudante. ?Nas horas que antecederam o crime foi a própria vítima (Márcio) que efetuou pelo menos oito ligações para Gerson. Numa delas, eles chegaram a discutir fortemente. Em seguida, Gerson foi até o posto de combustível, onde encontrou Márcio e a namorada. Então, não existia surpresa sobre o que poderia ocorrer?, observou Fragoso. O advogado teve a chance de se pronunciar durante a sessão da Câmara. Durante sua exposição Fragoso relembrou, inclusive, o depoimento da namorada de Márcio, Marcella Lagrota. ?Em seu depoimento ela confirma que foi Márcio quem atendeu a uma das ligações de seu ex-marido, Gerson, e quis tomar satisfações sobre as ligações. Nas ligações seguintes, ele usou o próprio aparelho?, relembrou o advogado. A acusação, que representa a família da vítima, foi feita pelo advogado Raimundo Palmeira. Ele é o assistente da acusação. Quando usou a tribuna, ele fez os desembargadores voltarem à cena do crime, num breve relato, para enfatizar: ?A vítima não portava, sequer, um canivete e foi atingida logo que chegou ao estabelecimento?, disse Raimundo. Se conseguisse a retirada das qualificações que pesam sobre o seu cliente, José Fragoso poderia levá-lo a juri sob a acusação de homicídio simples. Isso, naturalmente, em caso de condenação, influenciaria no tempo da pena. A derrota no TJ não impede novos recursos. Tanto que a defesa pensa em recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Mantido Mas, o relator do processo, desembargador José Fernandes de Hollanda Ferreira, não considerou que os elementos apresentados pela defesa justificassem a rejeição das qualificações atribuídas ao fazendeiro Gerson Júnior. Segundo Hollanda, de fato, as circunstâncias apresentadas pela acusação, por intermédio do Ministério Público, e a conseqüente pronúncia do juiz Braga Neto, têm procedência. ?Não vejo como não acatar o que foi apontado pelo juiz do caso?, disse Hollanda, mantendo as qualificações de que o crime foi por motivo fútil e que pegou de surpresa a vítima. Relembrando Márcio Edsandro tinha 23 anos quando foi morto após uma discussão com o ex-marido de sua namorada, Marcella Lagrota. A jovem, quando casada com Gerson Lopes, acusado da morte de Márcio, teve um filho. Segundo revelou à polícia, era por esta razão que mantinha contatos telefônicos com Gerson. Entretanto, as ligações provocaram ciúmes em seu namorado Márcio. Na noite que antecedeu ao crime, depois de beber, o jovem estudante decidiu chamar Gerson para uma conversa num posto de combustíveis na Jatiúca. A conversa não aconteceu. Segundo testemunhas do crime, ao chegar ao local Márcio foi identificado por Gérson, que atirou, matando-o antes que saísse do carro.

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