Polícia
Fam�lia de motorista protesta no Sert�o
| EDNELSON FEITOSA Repórter Piranhas - Parentes do motorista Admilton Correia da Silva, o ?Dinho?, morto por estrangulamento no dia 20 de abril de 2002, em Piranhas, vão realizar hoje uma manifestação, exigindo a punição dos culpados. O caso foi reaberto pela Justiça no início de junho e os três acusados foram presos na última sexta-feira, por determinação do juiz John Silas da Silva, da comarca local. Segundo a comerciante Adriana Correia, irmã de Admilson, existem provas mais do que suficientes de que seu irmão foi estrangulado com um torniquete, conforme o laudo expedido pelo Instituto de Criminalística (IC). No entanto, os acusados insistem que ele cometeu suicídio. ?Não havia motivo para ele se matar, pois estava muito feliz com a compra de um veículo Besta para trabalhar. Antes, ele era motorista do meu marido?, esclareceu ela. A vítima foi encontrada morta, por enforcamento, de joelhos, debaixo de um pé de castanhola. Logo a perícia do IC revelou que a cena foi montada e que a corda que estava em volta do pescoço da vítima não poderia ter provocado o ferimento que causou sua morte. INVESTIGAÇÃO A polícia retomou as diligências do caso há pouco mais de um mês, pois o processo se encontrava parado na esfera policial, encaminhando à Justiça como concluído e apontando como acusados pela morte de Admilton o contador Manoel Messias de Araújo, 42, sua ex-mulher, Fabíola Daniele Mendes de Melo, e sua ex-sogra, Rosana Mendes. Eles foram presos na semana passada, por uma equipe de policiais de Piranhas, em Maceió. Na manhã de hoje, o juiz John Silas começa o interrogatório dos acusados. ?A família não quer vingança, quer Justiça?, declarou Adriana, que elogiou o trabalho do magistrado e dos policiais do município. Manoel Messias alega inocência e afirma que jamais esteve no município de Piranhas. Ele confirmou que Admilton Correia teve um caso com sua ex-mulher, mas batia muito nela e terminaram se separando. Manoel Messias destacou, também, não saber por que estão tentando incriminá-lo.