Polícia
Delegado deixa de presidir inqu�rito
| REGINA CARVALHO Repórter O delegado Dênisson Albuquerque comunica oficialmente, hoje, ao diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, que não vai mais presidir o inquérito que apura a rebelião no presídio Rubens Quintella, no último dia 11 de junho. Dênisson Albuquerque soube que foi transferido para o 10º Distrito Policial (DP), no conjunto Eustáquio Gomes e, por isso, segundo ele, não há como conciliar a nova demanda de trabalho com o inquérito que apura a rebelião, quando 14 detentos ficaram feridos e três morreram. O último deles, Fernando Gomes Marinho, faleceu no dia 31 do mês passado. ?Soube que somente este ano existem 75 inquéritos parados na delegacia em que vou atuar. Não tem como conciliar com o caso da rebelião, porque ele é muito complexo?, informou. O delegado tinha pedido prorrogação para conclusão do inquérito, na semana passada, e admitiu ter ficado surpreso com o anúncio de seu remanejamento. ?Eu tinha viajado para o Rio de Janeiro, para fazer um curso, quando soube que sairia do Deic. Lá o volume de trabalho é menor. Por isso estava investigando a rebelião?, acrescentou Albuquerque. Ele informou, ainda, que já comunicou seu afastamento do caso ao presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, Everaldo Patriota. O motim do dia 11 de junho foi o resultado de uma série de denúncias feitas pelos detentos, que declararam ter sido vítimas de maus-tratos promovidos por agentes penitenciários e membros do Grupo de Agentes Penitenciários (GAP). Os espancamentos e as humilhações, segundo os detentos, foram iniciados no dia 4 de junho. O superintendente de administração penitenciária e presidente da comissão de sindicância que apura a rebelião, José Fernandes do Nascimento, informou que o relatório sobre o episódio será concluído até o dia 15 deste mês e encaminhado à Secretaria de Ressocialização. ?O relatório está praticamente concluído. Temos provas materiais, como exame de corpo de delito, mas não posso adiantar nada agora?, declarou José Fernandes. A Gazeta tentou contato, por telefone, com Roberto Lisboa, mas não conseguiu.