Polícia
Depoimentos n�o acrescentam muito
O pedreiro Djalma Joaquim dos Santos, 60, confirmou ontem, em depoimento na Delegacia de Atalaia, ter ouvido gritos e estampidos na tarde de segunda-feira, dia 29, quando passava pelo canavial da Fazenda Gavião, na zona rural do município, próximo ao local onde foram achados mortos a tiros os irmãos evangélicos Elizafan e Eliane Almeida. Foi ele quem localizou o Fiat Strada, placa MUW 7546/AL, de propriedade da família das vítimas. Djalma disse que quando ouviu o barulho nas canas pegou sua bicicleta e deixou o local apressadamente. ?Eram aproximadamente três horas da tarde?, frisou, acrescentando que foi até o seu roçado e retornou à tardinha ao local para saber o que havia ocorrido e encontrou o veículo. De imediato, comunicou o fato às autoridades policiais. Ele não soube dizer quantas pessoas participaram do crime. O delegado regional de Viçosa, Ailton Soares dos Prazeres, que assumiu as investigações, ouviu também o vigia da propriedade, José Zacarias da Silva, 49. Ele garantiu ter visto três suspeitos no canavial, por volta das 15h30, mesmo horário em que Djalma disse ter ouvido gritos e tiros. Segundo o vigia, os suspeitos eram do sexo masculino, mas não deu para ver se eram jovens ou não, como estavam vestidos, nem seus traços físicos. Eliezer Almeida, irmão dos evangélicos, revelou que eles saíram de casa, no centro de Atalaia, às 13 horas, para levar um fogão até o Povoado Sapucaia e não passariam mais do que 10 minutos para percorrer os oito quilômetros até o local. Agora, o delegado quer saber o horário aproximado em que eles saíram de Sapucaia para voltar para casa. Elizafan e Eliane foram atacados quando retornavam do povoado, levados para um canavial, amarrados com cordas e executados a tiros de revólver. O Fiat Strada foi achado revirado e, além dos documentos pessoais das vítimas, os assassinos levaram os celulares.