Polícia
Motim agita Rubens Quintella de novo
| EDNELSON FEITOSA Repórter Os detentos do presídio Rubens Quintella realizaram, na manhã de ontem, um princípio de motim no raio inferior, em protesto pelo isolamento de seis presos acusados de espancar outros quatro, na última sexta-feira. Eles chegaram a iniciar uma rebelião, mas recuaram com a chegada de cinco guarnições do Bope, o grupo de operações especiais da Polícia Militar. O clima esteve tenso durante todo o fim de semana, depois que os dirigentes do sistema penitenciário determinaram a transferência dos agressores para o presídio Ciridião Durval. Os presos exigiram o retorno dos seis detentos, alegando não haver certeza da culpabilidade deles. A situação se complicou na última segunda-feira, quando os detentos do Rubens Quintella tomaram conhecimento de que os colegas tinham sido levados para a Delegacia de Plantão II, no Tabuleiro do Martins, onde foram autuados em flagrante. O novo processo é prejudicial aos presidiários, pois eles perdem todo e qualquer benefício da Vara de Execuções Penais. Na manhã de ontem, o diretor do Sistema Prisional, coronel PM Cícero Tavares, disse que houve uma investigação preliminar e que as vítimas também foram ouvidas. ?Não há dúvidas de que eles praticaram o crime?, afirmou o diretor, sem especificar o motivo da agressão contra os quatro presos. Durante o motim, os presos gritaram estar sendo espancados. O coronel Tavares, no entanto, afirmou que a situação no sistema prisional é calma e que o incidente de ontem não passou de uma quebra-de-braço entre os detentos e a Secretaria de Ressocialização.