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J�ri decide hoje sobre morte de aprendiz

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| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Começou ontem e deve terminar hoje julgamento militar dos três instrutores do Corpo de Bombeiros indiciados no inquérito que investigou a morte de Emerson Cerqueira, aluno da 6ª turma do Curso de Formação de Bombeiro, ocorrida no dia 14 de agosto de 2002. O inquérito concluiu que houve homicídio culposo, mas os militares foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio doloso, o que agrava a pena, caso sejam condenados. O advogado Antônio Andrade, responsável pela defesa dos acusados, prefere tratar a morte de Emerson como uma fatalidade. ?Causa bastante estranheza essa tese de homicídio doloso oferecida pelo MP, porque a conclusão do inquérito é de que houve homicídio culposo, ou seja, não houve dolo?, disse ele. Por homicípio culposo a pena pode variar entre 1 e 4 anos. No caso de condenação por homicípio doloso, os acusados, tenente Wellington Roberto dos Santos e sargentos José Alexandre Nascimento e José Nelson Rocha de Menezes, podem pegar entre 6 e 20 anos de detenção. Amigos e familiares da vítima e dos acusados lotaram o Fórum Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro. O pai de Emerson, José Edilson de Cerqueira, e a mãe, Jocicleide, se emocionaram durante a leitura dos autos, que continham relatos. ?Minha vida tem sido de aperreio desde que meu filho morreu. Estou afastado do trabalho por problemas de saúde. Esse indiciamento por homicídio doloso nos fortalece?, disse Edilson. Emerson morreu 45 dias depois de ter sido admitido no curso de formação de bombeiros, ao participar da primeira aula prática de salvamento aquático, que consistia na travessia do canal da Lagoa Mundaú. Coronéis e um capitão da PM formam o corpo do júri, presidido pelo juiz militar James Magalhães.

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