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J�ri condena bombeiros por homic�dio

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| CARLA SERQUEIRA Repórter O tenente Wellington Roberto dos Santos e os sargentos José Alexandre Nascimento e José Nelson Rocha de Menezes, instrutores do Curso de Formação de Bombeiro, foram condenados, ontem, pela morte do jovem Emerson Cerqueira, 21, durante um treinamento na Lagoa Mundaú, no dia 14 de agosto de 2002. O crime foi considerado homicídio culposo - quando os infratores não têm a intenção de matar. O tenente Wellington recebeu a pena de três anos de prisão, enquanto o sargento José Alexandre, dois, e o sargento José Nelson, um ano. O julgamento durou dois dias, começou na quinta-feira, dia 8, e se estendeu até as 23h30 de ontem, quando o juiz militar James Magalhães fez a leitura da sentença. Amigos e familiares da vítima e dos acusados acompanharam todos os pronunciamentos no Fórum Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro. Ontem pela manhã, o representante do Ministério Público, promotor Carlos Alberto Alves de Melo, defendeu a tese de que Emerson foi morto por afogamento, causado por negligência dos instrutores. Segundo ele, as provas apresentadas no inquérito policial militar eram suficientes para que os acusados fossem julgados por homicídio doloso, havendo a intenção da morte. ?Houve dolo?, dizia ele. ?Eles sabiam dos riscos que o aluno corria?, frisou, enquanto apresentava detalhes do laudo cadavérico produzido pelo Instituto Médico Legal (IML). A mãe de Emerson, Jocicleide Lima Cerqueira, não conseguiu acompanhar até o final o julgamento e teve que ser retirada do auditório. ?Ela estava muito emocionada e achamos melhor afastá-la?, contou Douglas, o único irmão de Emerson. O advogado de defesa, Antônio Andrade, questionou a legitimidade do laudo emitido pelo IML e defendeu a tese, usando exemplos de jogadores que faleceram em campos de futebol, de que Emerson foi vítima de miocardiopatia hipertrófica, uma espécie de ataque cardíaco fulminante.

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