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Pol�cia prende tr�s suspeitos de liderar atos de vandalismo

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Pelo menos três pessoas suspeitas de atacar e destruir salas de aula em atos de vandalismo contra a Escola Municipal Selma Bandeira foram presas ontem de manhã, durante uma batida policial no conjunto Selma Bandeira, no bairro do Benedito Bentes. A operação foi comandada pelo secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, que constatou in loco os danos causados pelos vândalos que invadiram o prédio da escola, na última quarta-feira, durante o feriado. Os invasores destruíram todo o material escolar que se encontrava nas seis salas da escola e picharam móveis e paredes com desenhos pornográficos. Numa das salas, os criminosos jogaram fezes no quadro. Eles também danificaram a cozinha e os banheiros da escola, que teve todas as lâmpadas quebradas. Somente ontem de manhã, depois da chegada do secretário, é que os peritos do Instituto de Criminalística foram ao local para fazer a perícia. Um dos suspeitos detidos, um adolescente de 17 anos, foi levado para a Delegacia de Menores, juntamente com a mulher, também menor. Quando foi apreendido, o menor carregava uma faca. Ao ser ouvido por Davino, ainda na sala da diretoria da escola, ele negou ter participado da invasão. Confessou que é viciado em maconha e já tinha praticado furtos. O menor denunciou um rapaz conhecido como Bocão, também viciado em drogas e com passagens na polícia por roubos, como responsável pela invasão da escola. Durante a batida da polícia, alguns vizinhos de Bocão disseram que ele não aparecia na área há pelo menos 15 dias e teria fugido para São Paulo. ### Escola perde TV, som, vídeo e copiadora Inaugurada há quatro anos, a Escola Municipal Selma Bandeira já tem pelo menos 25 registros de queixas na delegacia por causa de roubos. TVs, aparelhos de som, vídeos e até uma máquina copiadora, ou seja praticamente todo o patrimônio da escola, já foram levados pelos bandidos. De acordo com a diretora da unidade escolar, Simone Ferreira Simão, durante a manhã dois policiais militares do Batalhão Escolar fazem a segurança do local. A escola tem apenas um vigia, que trabalha em regime de escala no período noturno. As facilidades para entrar no estabelecimento escolar são muitas. Os fundos dela ficam numa área descampada e existe apenas um pequeno muro de proteção. Para evitar mais roubos, os espaços de ventilação da sala da direção foram cobertos por cimento. Mas isso não impediu que os vândalos entrassem nas salas de aula por pequenas brechas, também de ventilação. Ainda assustada com a onda de violência, Simone Simão disse que valeu à pena expor a indignação causada pela invasão da escola. Mas estava preocupada, porque, ao denunciar o fato, os funcionários e professores da escola estariam ainda mais expostos a riscos. Ela informou que somente este ano pelo menos quatro professores pediram transferência, por se sentirem ameaçados. A escola tem 452 alunos matriculados da 1ª a 4ª série. Para garantir a tranqüilidade dos professores, o secretário Robervaldo Davino determinou um reforço no policiamento da escola, que passará a ser vigiada por uma viatura policial. Medo de represálias Alguns moradores da região, que preferem não se identificar, com medo de represálias, afirmam que um indíviduo conhecido como Nê havia sido visto, dias atrás, vendendo garrafas de álcool roubadas da escola. Os policiais também prenderam o dono de um ferro-velho, instalado nos fundos do posto de saúde do conjunto. Segundo denúncias anônimas, uma máquina xerox roubada da escola tinha sido vista no local. A máquina não foi encontrada, mas os policiais descobriram dentro do barraco onde o dono do estabelecimento morava com a família um computador portátil. Por causa disso, ele foi levado para prestar esclarecimentos na Delegacia de Roubos e Furtos. Como não havia indícios de seu envolvimento na invasão da escola, o dono do ferro-velho foi liberado. O secretário também iria manter contato com o diretor da Guarda Municipal, João Mendes, para que a vigilância na escola seja reforçada. Davino afirmou que a responsabilidade por fazer a segurança da Selma Bandeira é do município e não do Estado. Durante sua permanência na escola, o secretário recebeu telefonemas denunciando a existência de ponto de encontro de viciados em drogas e criminosos num bar em frente à escola, que seriam responsáveis pelos constantes roubos. Menores Segundo Davino, fica difícil conter a onda de violência, porque muitos menores estão sendo usados para praticar crimes. Por causa da idade, eles são colocados à disposição da Justiça e não passam muito tempo presos. Ele disse que no ano passado foram encaminhados à delegacia mais de 1.500 menores envolvidos em crimes. Somente no final da manhã a secretária-adjunta municipal de Educação, Betânia Toledo, e outros diretores da Semed foram à escola averiguar a situação e garantir mais segurança ao local. |FAS

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