Polícia
Pol�cia indicia 3 por explos�o de bomba
| EDNELSON FEITOSA Repórter Após uma investigação que durou mais de 70 dias, o delegado do 5º Distrito Policial, Cícero Rocha, indiciou ontem jovens de classe média que jogaram uma bomba de fabricação caseira no jardim da residência do vereador Galba Novaes (PL), o ?Galbinha?, localizada na Rua São Paulo, no Tabuleiro do Martins. Na manhã de ontem, foram indiciados Felipe Rocha e Rodrigo Galvão, mas um terceiro rapaz, identificado como Romeu Torres, também será responsabilizado pelos danos causados à casa do vereador. Código penal Eles estão sendo indiciados, segundo o delegado, pelo Artigo 251 do Código Penal e podem pegar até seis anos de prisão. Os estragos materiais provocados pela explosão do artefato foram significativos. Uma cadela doberman morreu, duas câmaras do circuito interno de TV quebraram, bem como, o portão eletrônico. Os danos psicológicos também foram enormes. ?Minha sogra está doente até hoje. Meu filho precisou de atendimento médico. E eu, por muitos dias, pensei ter sido vítima de uma violência política?, alegou ?Galbinha?, na manhã de ontem. As investigações do caso foram mantidas em sigilo, por solicitação do vereador. Ele somente resolveu falar quando ocorreu o primeiro indiciamento. Felipe Rocha estava sendo interrogado na Delegacia do 5º Distrito, quando Galba Novaes afirmou: ?As famílias nada têm a ver com o incidente. Só estou fazendo isto por uma questão pedagógica, para esses meninos saberem que estão começando errado?. ### Vingança por serem barrados em baile teria sido o motivo No entender do vereador, os mais jovens precisam colocar limites em suas ações e assumir suas responsabilidades. Os três acusados são pessoas de classe média alta, moram no bairro de Ponta Verde e fazem o curso de Direito numa universidade particular. Por quase três meses, ?Galbinha? manteve contatos com os parentes dos acusados, que não queriam que as investigações seguissem adiante. ?Descobrimos que tinha sido eles por causa do veículo. Eles usaram um Peugeot, prata. O veículo foi filmado por uma das câmaras do muro da casa. Logo ligamos ao problema que tivemos com eles?, destacou o vereador. Festa A explosão da bomba no jardim da casa do vereador Galba Novaes não se tratou de um ato de vandalismo. Foi uma ação planejada e executada por vingança. O atentado ocorreu na noite do último dia 20 de junho. Dois dias antes, os rapazes tinham sido colocados para fora de uma festa patrocinada pelo vereador numa boate da orla marítima. ?Eles não tinham sido convidados, estavam causando problemas e havia suspeita de que um deles estava armado?, informou o vereador. No interrogatório, Felipe confirmou o incidente, mas negou que tenha sido ele quem jogou o artefato no jardim da casa do vereador. Quando falou com a imprensa, limitou-se a relembrar o problema da festa, mas nada narrou sobre o episódio da bomba. ?Não tenho nada a declarar?, afirmou ele no cartório da Delegacia do 5º Distrito. Para ressaltar todo o poder do artefato que explodiu no jardim, o vereador informou que os alarmes dos carros num raio de 100 metros dispararam e uma viatura da RP que estava a 500 metros do local foi atraída pelo barulho da explosão. ?Todos os meus vizinhos ficaram assustados?, completou ele.