loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 31/07/2026 | Ano | Nº 6279
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Morte dos donos do Eureka sem solu��o

Ouvir
Compartilhar

BLEINE OLIVEIRA Repórter A família de Cenira Maria Bezerra Lessa, de 56 anos, assassinada em setembro do ano passado, no bairro de Jatiúca, junto com Walter de Castro, o Vavá, 63, com quem vivia há mais de um ano, cobra a punição dos culpados pelo crime. ?Após um ano da morte deles ainda não temos notícias de que o delegado tenha concluído o inquérito apontando os responsáveis pelo bárbaro assassinato?, reclama Paulo Marcos Bezerra, irmão de Cenira. O casal era proprietário do restaurante Macarronada Eureka, em Jaraguá, e foi assassinado no dia 6 de setembro de 2004. ?Confiamos no trabalho da polícia, mas já se passou tempo demais sem uma conclusão?, reclama Paulo Marcos. O advogado da família de Cenira, Romualdo Patriota Cota, disse que vai recorrer ao Ministério Público para impedir que o crime fique impune. Os familiares de Cenira, nutricionista da rede pública estadual de Saúde, revelam que têm mantido contato permanente com o delegado responsável pelo inquérito, Dalmo Lima Lopes, mas dele não receberam qualquer informação sobre a indetificação dos responsáveis pelo assassinato da empresária. Inicialmente o delegado seguiu duas linhas de investigação. A primeira é de que a morte teria tido como causa questões familiares. Mas essa foi descartada pelo próprio, o que não surpreendeu a família. ?Para nós, não há qualquer relação da família do Walter com o crime?, afirma Paulo Marcos, com relação a ex-mulher e aos filhos de Vavá, que hoje administram o restaurante. ### Casal levou dez tiros na porta de casa, na Jatiúca Para a família, já se passou tempo demais sem uma resposta da polícia. Mas o diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, disse ter recebido informação de que o delegado Dalmo Lima Lopes já teria enviado o inquérito à Justiça. Ele se disse impedido de falar mais sobre o caso, por não ter conversado com o delegado para saber quantas e quais pessoas foram indiciadas. ?Me surpreende que a família não tenha essa informação?, disse Lisboa, revelando que a confirmação de que o inquérito já está na Justiça foi repassada pelo próprio Dalmo ao secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino. O casal Cenira e Walter Castro foi executado com mais de dez tiros disparados por dois motoqueiros no momento em que chegavam na casa em que moravam, no bairro da Jatiúca. O ?técnico em marketing? ? como ele se apresentou ao comparecer à delegacia para prestar depoimento ? William Ferraz, foi apontado pela polícia como suspeito de envolvimento no assassinato dos empresários. Na ocasião do crime ele depôs durante quase três horas na Delegacia do 2º Distrito. No depoimento, Ferraz confirmou ao delegado Dalmo Lopes que tinha negócios com o casal. Mas negou qualquer participação no duplo homicídio. Neste sentido, disse que sabia que as vítimas vinham sofrendo ameaças de morte. William Ferraz declarou à imprensa, após o depoimento, que se considera um ?arquivo vivo de Cenira?, pessoa que conhecia desde 2001, e que por isso está sendo jogado no caso como ?bode expiatório?. ?Não sei de onde partiram as acusações; espero que não tenha sido das pessoas que mataram os dois, pois assim estou correndo risco de vida?, disse ele, logo após deixar a delegacia. Indagado sobre a compra de um apartamento de Cenira Lessa, por R$ 100 mil, e de ter efetuado o pagamento com cheques sem fundos, William Ferraz desmentiu o fato, alegando ter quitado a dívida. Mas a polícia foi informada de que o primeiro cheque do suspeito, depositado em 3 de setembro, não tinha fundos. O casal foi assassinado três dias depois. Uma irmã de Cenira Bezerra, que mora nos Estados Unidos, está aguardando orientação do advogado da família para denunciar o crime à Anistia Internacional. ?Precisamos de justiça. É a única forma de nossa família ter paz?, diz Paulo Marcos, irmão da vítima.

Relacionadas