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MP pede e pol�cia faz reconstitui��o do caso

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| MARCOS RODRIGUES Repórter O atropelamento do estudante Charlie Willie Gomes da Silva, 15, que motivou sua morte, será reconstituído pelo Instituto de Criminalística (IC). A determinação do Ministério Público, solicitada pelo delegado Fernando Tenório, já foi entregue à diretora do IC, Mírian Regina de Araújo. ?A partir dos depoimentos que já obtivemos, estou certo de que a reconstituição será decisiva para as nossas investigações?, disse o presidente do inquérito, sem confirmar a data para a reconstituição. Tenório pretende tirar dúvidas quanto ao campo de visão da motorista da L-200, Amélia Acioly. Ontem o carro foi apresentado à delegacia, recuperado, o que dificultará a perícia. TESTEMUNHA ameaçada A Delegacia de Acidentes já ouviu sete testemunhas do caso. Todas mantiveram a mesma versão de que Amélia, depois de atingir Charlie, ao invés de permanecer parada, avançou sobre o estudante, arrastando-o por 320 metros. Uma das testemunhas, o motoboy Genivaldo Cordeiro dos Santos, revelou em seu depoimento, ontem, que teria sofrido ameaças da família de Amélia. A informação, porém, não foi oficializada. Até agora Amélia ainda não foi ouvida pela polícia. Enquanto isso se especula que ela tenha sido internada num hospício. ### Estudante foi arrastado por 320 metros O estudante Charlie Willie foi atropelado no dia 2 de setembro, no início da Rua Dr. Passos de Miranda (antiga Ladeira do Calmon), quando tentava atravessar com uma bicicleta. No dia 7 ele morreu em conseqüência dos ferimentos provocados pelo acidente. Segundo testemunhas, depois do choque com a L-200 ele caiu, levantou-se e sinalizou com a mão pedindo que a motorista esperasse ele retirar a bicicleta que teria ficado enganchada na base do veículo. Nesse momento a condutora, Amélia Acioly, 60, proprietária de um mercadinho no bairro, arrancou com o veículo, arrastando o estudante por 320 metros. A cena foi presenciada por centenas de pessoas que circulavam pelo local. O atropelamento aconteceu no período da noite, horário em que o movimento de veículos e pedestres é intenso no local. Resistência O contato com o solo, aliado ao despreparo da motorista - que não tirou o pé do acelerador - deixou Charlie com ferimentos graves. Ele teve fratura exposta num braço, parte do corpo esfolada, inclusive, o pênis. No momento do acidente a motorista estava ao lado de sua filha, Rosa Angélica Acioly. Ela sustenta que sua mãe só arrancou com o veículo por ter sido ameaçada de linchamento.|MR

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